Campanha de Eduardo Campos recebeu R$ 20 milhões ilegalmente, diz PF

eduardo campos-campanha 2010

 

 

A Polícia Federal concluiu o inquérito 4005 do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito Operação Lava Jato, e apontou que a campanha do ex-governador Eduardo Campos (PSB) à reeleição, em 2010, recebeu R$ 20 milhões ilegalmente. De acordo com a PF, o dinheiro teve origem em recursos desviados de contratos celebrados pela Petrobras com três empreiteiras responsáveis pela execução de obras da Refinaria de Abreu e Lima. A investigação foi encerrada nessa segunda-feira (8) e a polícia confirmou as informações em nota divulgada nesta quarta (10), dia em que Eduardo completaria 51 anos se estivesse vivo.

A investigação mostrou que o desvio foi através do então Secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e Presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, o agora senador Fernando Bezerra Coelho (PSB), como a Coluna Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo e publicada no Jornal do Commercio, apontou mais cedo.

Segundo a PF, os repasses era feitos através de doações eleitorais “oficiosas”, pagamentos em espécie e contratos fraudulentos ou superfaturados com empresas de fachada ligadas aos envolvidos no esquema.

Sem divulgar nomes, a Polícia Federal afirmou na nota que “foram identificados elementos suficientes para apontar a materialidade e autoria dos crimes de corrupção passiva qualificada, lavagem de dinheiro e organização criminosa de três pessoas: um senador, um empresário e ex-presidente da Companhia Pernambucana de Gás e de um empresário recentemente preso na Operação Turbulência.”

O inquérito foi instaurado para apurar o envolvimento de pessoas com prerrogativa de foro em crimes de corrupção e desvio de recursos ocorridos na Diretoria de Abastecimento da Petrobras. Materiais obtidos na investigação foram compartilhados com a Polícia Federal em Pernambuco para a apuração da Operação Turbulência.

Mais cedo, antes da divulgação da nota pela PF, a assessoria de imprensa de Fernando Bezerra Coelho havia divulgado nota de resposta a uma matéria do Estado de S. Paulo adiantando a acusação contra o senador. O texto dizia que elementos colhidos “demonstram que não houve prática ilícita” e que a defesa do parlamentar não teve acesso à manifestação da Polícia Federal. “Esclarece que, no processo penal, a conclusão do Inquérito é apenas um registro administrativo da polícia, sem nenhuma verdadeira consequência processual”, diz ainda a nota.

 

Do NE10

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