Lula ainda é o candidato mais competitivo para 2018, diz cientista político

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Crítico confesso das mudanças de rumo adotadas pelo PT – que, na sua opinião, trocou conscientemente a esquerda pelo centro-esquerda em nome do poder – o sociólogo e cientista político Túlio Velho Barreto, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, reconhece que o partido ainda é favorito numa eventual disputa presidencial, mesmo enfrentando um cenário adverso de envolvimento de filiados com denúncias de corrupção. Pesa ainda o fato de o PT seguir dependente de uma única figura: o ex-presidente Lula. Nesta entrevista ao Blog do Diario, Velho Barreto analisa, porém, que a situação não será resolvida de forma simples, porque além da iminência de ser preso – caso a sentença do juiz Sérgio Moro seja confirmada no tribunal de segunda instância – Lula ainda enfrentaria o que ele chama de “desfecho do golpe”, que só estaria completo se afastasse toda e qualquer chance de retorno do PT ao governo. Quanto ao preenchimento da lacuna deixada pelos petistas na esquerda brasileira, ao deslocarem-se para o centro, o estudioso afirma ser possível, mas diz que para que essa nova força torne-se eleitoralmente relevante, levará algum tempo, o que significa a manutenção do atual cenário indicados pelas pesquisas para o pleito de 2018. Leia a entrevista:

Blog do Diario – Como o sr. avalia o atual momento da esquerda neste atual contexto de avanço da direita, inclusive no Brasil?
Túlio Velho Barreto – O que temos hoje é a continuidade de uma disputa secular entre distintos projetos econômicos e políticos. Assim como a economia, a política está sujeita a ciclos, e geralmente tais ciclos estão associados. Lembremos que, após a queda do Muro de Berlim e a implosão da União Soviética, isso na passagem dos anos 1980 para 1990, houve uma onda chamada de “neoliberal” em que projetos econômicos e políticos andaram juntos. Com o fracasso desses projetos, a esquerda, aqui entendida em um sentido amplo, avançou, e seus projetos econômicos e políticos tornaram-se, de certa forma, hegemônicos, particularmente na América do Sul. O problema é que os avanços estruturais foram poucos. As reformas foram insuficientes.

Blog – Mas alguma coisa deu errado, não?
Túlio – A esquerda foi tímida no enfrentamento às bases secularmente estabelecidas pela centro-direita e direita no âmbito do sistema capitalista. Nesse período, dedicou-se mais às políticas sociais compensatórias. Enfim, esqueceu que esse é um “jogo” que nunca termina. Aliás, como chamou a atenção recentemente o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos. Dessa forma, dedicou-se à administração das crises do capitalismo, que resultaram das gestões liberais ou neoliberais do período anterior. E, veja lá, mesmo assim a esquerda tem sido golpeada do poder, aqui e alhures. Por outro lado, partidos de centro-esquerda ou de esquerda terminaram também por reproduzir a forma histórica de fazer política da direita, em especial no Brasil, mas não só aqui, abusando do fisiologismo e adotando práticas não republicanas. Sem dúvida, hoje falta à esquerda um projeto – econômico e político – que vá além de simplesmente gerir as crises do capitalismo. E isso está na raiz de suas atuais dificuldades.

Blog – Pode-se dizer que, no Brasil, esta crise está vinculada aos casos de corrupção envolvendo, por exemplo, lideranças do PT? Tal fato inviabiliza o projeto do partido de retorno ao poder?
Túlio – Na verdade, nos últimos anos vimos figuras da política brasileira, à esquerda, ao centro e à direita, envolvidas em suspeitas de corrupção. Tais fatos nos mostram que a crise vai além dos enormes problemas enfrentados pela esquerda. É uma crise da política e da representação política. E, em se tratando do PT, é preciso que se diga que a exposição intensamente negativa do partido na grande mídia já completou mais de uma década. E mesmo assim o PT só foi alijado do poder a partir de um golpe parlamentar, que teve a participação decisiva da grande mídia, dos representantes do grande capital, em especial o financeiro, da atuação parcial do Judiciário etc. Não foi resultado de uma decisão por meio de eleição, da vontade popular. E cá estamos nós conversando sobre se o PT terá ou não fôlego para disputar competitivamente as eleições de 2018. Enquanto outras legendas entraram em crise no Brasil e simplesmente desapareceram ou se maquiaram para tentar sobreviver, como o PPS e o PDS/PFL/DEM, por exemplo. E só alcançaram o poder por meio de um golpe parlamentar.

Blog – O que teria ocorrido com o PT para que se chegasse a essa situação? Há uma possibilidade de reconstrução do partido até 2018?
Túlio – O fato é que ao chegar ao poder, o PT reproduziu, como disse, o modus operandi hegemônico na política brasileira, que, nesse último período, vamos dizer, “democrático”, tem seu DNA no primeiro governo da Nova República, capitaneado exatamente pela aliança PMDB-PFL. E que foi bem expresso e entrou para a história abusando da máxima “é dando que se recebe”, erigida na segunda metade dos anos 1980, a partir do processo constituinte. O PMDB participou de todos os esquemas de corrupção desde o período em tela e, mesmo assim, sobrevive. Aliás, ressalte-se, atualmente, está no poder. E estará com ou sem Michel Temer no cargo de presidente da República assim como participou de todos os governos desde a chamada redemocratização. Ou alguém dúvida disso? Mas o PT levou mais de uma década para tornar-se um forte competidor do cenário eleitoral. E mais de duas, para tornar-se uma real opção de poder. O problema é que ficou dependente de apenas uma liderança. No caso, o ex-presidente Lula. Então, sua reconstrução, se é que podemos falar assim, dependerá muito da possibilidade de ele disputar a presidência da República em 2018.

Blog – É possível falar da esquerda no Brasil sem o PT?
Túlio – Em minha análise, desde que se estabeleceu um projeto hegemônico no interior do PT, comandado pelo ex-presidente Lula e o ex-ministro José Dirceu, após a expulsão de algumas tendências de esquerda, inclusive fundadoras do partido, e o adestramento de outras, o PT tornou-se um partido de centro-esquerda. De certa forma, é o que mais se aproxima do modelo clássico europeu da social democracia. Ou seja, um partido que nasceu com uma forte base social, sobretudo no meio operário, com a ativa participação de parcela importante da intelligentsia brasileira…

Blog – Então a crise do partido pode inviabilizar a esquerda no Brasil?
Túlio – Como dizia, o PT levou uma década para tornar-se competitivo eleitoralmente e duas, para chegar ao poder. E não se constrói partidos de massas e politicamente relevantes da noite para o dia. Daí a importância do PT no quadro político nacional e no campo que vai do centro-esquerda à esquerda. Mas a sua existência não deve e nem pode significar o preenchimento ou esgotamento desse campo. Muito pelo contrário, se afirmo que o PT é um partido de centro-esquerda, é claro que há espaço para o surgimento e a consolidação de partidos mais à esquerda no país. Mas até tornar-se eleitoralmente relevante é outra questão. A crise do PT não inviabilizou a esquerda, mas, evidentemente, criou novos desafios que talvez só sejam superados na medida em que tenhamos o surgimento de outra geração de eleitores e de líderes políticos.

Lula E Gleisi

 

Blog – Como o sr. analisa a relação do PT no poder com os movimentos sociais?
Túlio – É importante ressaltar algumas distinções entre o que representa e o que fez o PT no poder e as possibilidades da esquerda brasileira. O PT cometeu um erro recorrente na história dos partidos políticos com o perfil e a trajetória da legenda. Algo que a literatura clássica da ciência política e da sociologia política trata de forma cirúrgica. Ou seja, partidos como o PT, quando crescem eleitoralmente, tendem a gerar em seu interior uma espécie de “casta” burocrática e a criar um segmento interno formado por lideranças parlamentares eleitas, que gradativamente vão se afastando das bases, sobretudo porque vão se diferenciando socialmente delas. E ao chegarem ao poder, muitas vezes até por falta de opção, vão incorporando suas lideranças operárias e populares às diversas instâncias da gestão pública e ao assessoramento de seus parlamentares. Tais fatos tendem a enfraquecer os movimentos sociais. E não esqueçamos que, no caso do PT, a legenda é, sem dúvida alguma, do ponto de vista partidário, a principal expressão dos movimentos sociais surgidos ou ressurgidos nos anos 1970 na luta contra a ditadura militar.

Blog – Isso seria irreversível, pelo menos até as eleições 2018?
Túlio – O fato de ter sido apeado do poder, e da forma como isso ocorreu, paradoxalmente, pode contribuir para que o partido se reaproxime de suas bases históricas, os movimentos sociais e populares. Embora certamente uma parcela não confie mais necessariamente no partido, no seu projeto político e em suas lideranças. Mas, do ponto de vista eleitoral, ainda é cedo para avaliar o impacto que o afastamento do partido de suas bases e toda essa exposição negativa dos últimos anos vá causar em 2018, bem como o envolvimento mesmo de várias de suas lideranças em casos de corrupção. Até porque isso deve atingir também outras legendas.

Blog – E a situação do ex-presidente Lula neste contexto?
Túlio – O ex-presidente Lula lidera as diversas pesquisas de intenções de voto feitas pelos institutos de opinião pública. Não esqueçamos que ele deixou o poder, após oito anos, como o presidente mais bem avaliado na história do país, quando normalmente os políticos que cumprem dois mandatos sofrem com a chamada “fadiga de materiais”. Então, sem dúvida alguma, trata-se do candidato mais competitivo do ponto de vista eleitoral no campo que vai do centro-esquerda à esquerda. E da disputa de modo geral. A questão é se ele será preso ou não após a sentença desfavorável já dada pelo juiz Sérgio Moro no âmbito da Operação Lava Jato…

Blog – O sr. considera que isso pode vir a ocorrer?
Túlio – Isso ainda depende da apreciação em segunda instância. Mas, como entendo que houve um golpe parlamentar que apeou do poder uma presidenta legitimamente eleita, para que se colocasse em prática um projeto econômico de corte liberal – aliás, diga-se de passagem, um projeto rejeitado nas urnas nos últimos quatro pleitos presidenciais – em minha análise esse golpe só estará completo se afastar toda e qualquer possibilidade de retorno de Lula ao cargo. Ou de alguém apoiado por ele ou do PT. Isso poderia significar um recuo nas medidas liberais, como as reformas da previdência e trabalhista, que vêm sendo propostas e adotadas de interesse do grande capital, sobretudo do capital financeiro e especulativo. Além, é claro, da desnacionalização de nossos recursos naturais. Isso porque o ex-presidente Lula continua sendo o mais competitivo dos candidatos nesse campo. Daí ser necessário, no caso desse campo especificamente, que se procure construir alternativas à sua prisão ou à inelegibilidade.

 

Do Blog do Diário

[Vídeo] Em gravação, Temer diz que seu governo está fazendo voltar o ‘desemprego’

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Em um vídeo divulgado nessa sexta-feira (07), o presidente Michel Temer afirmou que seu governo está fazendo “voltar o desemprego” no país.

A mensagem com a gafe foi gravada após o presidente participar de umas das reuniões da cúpula do G20, que acontece em Hamburgo, e publicada em sua conta oficial do Twitter.

Nela, Temer diz que teve a chance de relatar aos outros líderes mundiais o sua administração vem fazendo no Brasil.

“Gerando exatamente inflação baixa, reduzindo os juros, fazendo voltar o desemprego e combatendo a recessão”, afirmou por volta do 1 minuto da gravação.

O presidente terminou o vídeo dizendo que há um interesse muito grande pelo país e que a presença brasileira no encontro tem “extremamente útil”.

 

Da Folhapress

Lula vai fazer um giro pelo Nordeste

Lula se reúne com presidente do partido no Nordeste (Foto: Ricardo Stuckert/Agência PT)

 

 

 

 

 

Após a posse do novo diretório nacional do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu, na última quinta-feira (06), em Brasília, com os presidentes estaduais do partido no Nordeste. A legenda está trabalhando para Lula, que é pré-candidato à Presidência em 2018, realizar agendas pela região – incluindo, Pernambuco – em agosto e setembro. Ainda não há datas.

Avalia-se também a possibilidade da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e da nova presidente nacional da sigla, senadora Gleisi Hoffmann, participar de algumas agendas, que deve ser no estilo “caravana”, já comum ao partido.

Na agenda estão visitas às obras paralisadas, locais com seca e universidades criadas pelo governo petista fora das Regiões Metropolitanas. A ideia é fazer um diagnóstico da região, que possa subsidiar o partido, em geral, e o petista, em particular. A reunião desta quinta foi embrionária, mas Lula demonstrou interesse de voltar à região.

Os presidentes da região já vinham fazendo este pleito a Lula, que por causa da eleição interna do PT não tinha condições. O ex-presidente articulou bastante para eleger Gleisi. Agora, esta agenda começou a ser construída. Há a expectativa em torno da possibilidade de Lula ser ou não candidato em 2018, com a Operação Lava Jato em seu calcanhar. O petista, no entanto, já se movimenta com a ideia de disputar o pleito.

Direção
Três pernambucanas tomaram posse na direção nacional do PT – a deputada estadual, Teresa Leitão, a secretária de Comunicação do PT Pernambuco, Sheila Oliveira, e a ex-secretária nacional de Articulação Regional do PT, Vivian Farias. Na reunião desta quinta, participaram também o senador Humberto Costa (PT) e o presidente estadual do partido, Bruno Ribeiro, reconduzido ao cargo em maio.

 

 

Do Blog do Diário

Placar na CCJ da Câmara dos Deputados é 18 contra Michel Temer e 7 a favor

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara é a primeira etapa da tramitação da denúncia contra o presidente Michel Temer por crime de corrupção passiva. O colegiado é composto por 66 parlamentares. São necessários 34 votos para aprovar o parecer do relator da CCJ, deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ).
Independentemente do resultado na comissão, a denúncia seguirá para o plenário da Câmara.
Em um levantamento do Broadcast/Estadão com os membros da CCJ, até a noite de quinta-feira, 18 deputados se declararam favoráveis ao acolhimento da denúncia do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Temer. Outros sete parlamentares se disseram contra a denúncia. A maioria, 33 deputados, não quis responder à pesquisa e outros oito se declararam como indecisos.
Do Diário de Pernambuco

Empresário serra-talhadense é eleito prefeito de Belo Jardim nas eleições suplementares

Hélio dos Terrenos é o novo prefeito de Belo Jardim (Foto: Divulgação/Assessoria)

O empresário serra-talhadense, Hélio dos Terrenos, do PTB, foi eleito prefeito de Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco, nesse domingo (2). Ele venceu Luiz Carlos, do PSB, e Gilvandro Estrela, do PV, na Eleição Suplementar do município.

Hélio dos Terrenos, da coligação “Belo Jardim Para Todos”, foi um dos candidatos nas eleições passadas, quando obteve 14.015 votos. O vice é Silvano Galvão, também do PTB.

Segundo a Justiça Eleitoral, o prefeito eleito recebeu 18.948 votos, o que corresponde a 46,06% dos votos válidos (excluindo brancos e nulos). Luiz obteve 13.800 votos, o que equivale a 33.47%, e Gilvandro recebeu 8.442 votos, ou seja, 20,48% da votação.

Foram registrados, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, 1.239 votos brancos (2,77%), 2.305 votos nulos (5,15%) e 14.174 abstenções (24,05%). Belo Jardim tem um total de 58.944 eleitores aptos a votar.

Perfil

Hélio dos Terrenos tem 38 anos e é empresário. No ano passado, disputou as eleições municipais que foram canceladas pela justiça. Ele tem uma proposta de renovação para o município. “Eu vejo hoje o povo sofrendo muito, precisando de oportunidades. Belo Jardim parou de oferecer isso ao seu povo. Infelizmente, de 16 anos pra cá, a cidade parou no tempo. Nós precisamos trazer indústrias, oportunidades para os nossos jovens e fazer o município crescer cada vez mais”, afirma o prefeito eleito.

Eleição Suplementar de Belo Jardim

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 11 de maio, decidiu, por unanimidade, pela realização de eleições suplementares no município. O candidato João Mendonça (PSB), que havia vencido o pleito de 2016, teve o registro de candidatura impugnado pelo Ministério Público e coligações adversárias por improbidade administrativa com dano ao erário e enriquecimento ilícito.

Ele concorreu à eleição de 2016 com o registro indeferido, aguardando julgamento definitivo do recurso pela Justiça Eleitoral. João Mendonça estava no cargo amparado por liminar concedida pelo TSE.

Desde então, como determina a legislação eleitoral, a prefeitura foi assumida interinamente pelo presidente da Câmara de Vereadores até o resultado das eleições suplementares. O prefeito interino é Gilvandro Estrela (PV), que também decidiu concorrer às eleições, acumulando o cargo com a campanha. (G1)

Lula lidera com 30% e Bolsonaro e Marina empatam em 2º lugar em eleição de 2018, diz Datafolha

 

 

 

 

O ex-presidente Lula (PT) manteve a liderança nas intenções de voto para a disputa presidencial de 2018. De acordo com uma pesquisa do Datafolha, o petista tem 29% a 30% das intenções de voto seguido por Marina Silva (Rede) com 15% e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) com 16%.

O Bolsonaro registra tendência de alta. Tinha 8% em dezembro de 2016, passou a 14% em abril e agora aparece com 16%, sempre no cenário em que o candidato do PSDB é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Já o tucano oscilou positivamente em simulações de primeiro e segundo turnos, mas a sua rejeição cresceu para 34%, atrás apenas de Lula. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (Sem partido) aparece com 11%, em quarto lugar.

Nos cenários testados para eventual segundo turno, a pesquisa mostra que o ex-presidente ganha de Bolsonaro e de Alckmin ou do prefeito de São Paulo, João Doria. Lula ainda empara Marina e com o juiz Sergio Moro (sem partido) na margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A Datafolha também mostra que Marina vence Bolsonaro, e Ciro Gomes (PDT) emopata com Alckmin e com Doria.

 

Do Blog do Jamildo

Polícia Federal vê indícios de corrupção de Michel Temer

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A Polícia Federal aponta indícios de crime de corrupção passiva cometido pelo presidente Michel Temer e por seu ex-assessor e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) no inquérito aberto com base na delação do empresário Joesley Batista, do Grupo J&F – controlador da JBS. Relatório parcial da investigação foi encaminhado nesta segunda-feira, 19, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A PF também pediu mais cinco dias de prazo para encerrar a apuração. O inquérito que investiga Temer e Rocha Loures não foi concluído na parte em que são apurados crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. O laudo final da perícia nos áudios gravados por Joesley não foi totalmente finalizado.

O ministro Edson Fachin, relator do caso e da Operação Lava Jato no Supremo, deverá se manifestar nesta terça-feira, 20, sobre a solicitação da PF de mais prazo para o encerramento do inquérito.

A conclusão ligada ao indício de corrupção teve como base o laudo referente a duas conversas gravadas entre o executivo Ricardo Saud, da J&F, e Loures. Além disso, foi incluída análise do vídeo em que o ex-deputado é flagrado levando uma mala de R$ 500 mil ao deixar um restaurante em São Paulo.

Apesar de tentar indicar outra pessoa para receber os valores – ele sugere o nome de “Edgar” –, o então deputado federal acabou combinando de pegar a mala de propinas em uma pizzaria indicada por ele na capital paulista.

O valor, conforme a delação, seria entregue semanalmente pela JBS ao peemedebista, em benefício de Temer, como foi informado, nas gravações, pelo diretor de Relações Institucionais da holding. “Eu já tenho 500 mil. E dessa semana tem mais 500. Então você te um milhão aí. Isso é toda semana. Vê com ele (Michel Temer)”, disse Saud a Loures em um diálogo gravado.

Rocha Loures é suspeito de exercer influência sobre o preço do gás fornecido pela Petrobrás à termoelétrica EPE – o valor da propina, supostamente “em benefício de Temer”, como relataram executivos da JBS, é correspondente a 5% do lucro que o grupo teria com a manobra.

Perícia. O áudio gravado por Joesley da conversa com Temer no Palácio do Jaburu, no dia 7 de março, possui vários trechos inaudíveis. O empresário e delator sustenta que Temer deu aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do operador financeiro Lúcio Funaro para que eles não fizessem delação premiada.

Caso Fachin aceite o pedido da PF, o prazo dos delegados se encerrará na no próximo sábado, 24. Depois disso, o inquérito concluso deve seguir para a Procuradoria-geral da República que terá mais cinco dias para decidir se denuncia Temer e Loures ou se arquiva a investigação.

A PF disse que não comentaria o pedido de dilação no prazo. Em outras ocasiões, o Planalto negou qualquer prática ilícita envolvendo Temer.

Processos. Nesta segunda-feira, Temer embarcou para Rússia e Noruega, onde ficará até sexta-feira. Antes de viajar, o presidente ajuizou dois processos contra Joesley. Ele acusa o empresário de agir por “ódio” para prejudicá-lo e “se salvar dos seus crimes”.

Uma das ações é por danos morais e outra por difamação, calúnia e injúria. Ambas são assinadas pelo advogado do PMDB, Renato Oliveira Ramos. As petições não estabelecem um valor para a indenização. Caso vença as ações judiciais, Temer pretende doar os valores da indenização a uma instituição da caridade.

O presidente também divulgou um vídeo à tarde nas redes sociais no qual disse que “criminosos não ficarão impunes”, como uma forma de resposta às denúncias feitas por Joesley. O empresário, em entrevista à Época, afirmou que o presidente liderava a “maior organização criminosa do País”.

Nas ações protocoladas na Justiça Federal e na comum, que são praticamente idênticas, a defesa do presidente afirmou que Joesley “passou a mentir escancaradamente e a acusar outras pessoas para se salvar dos seus crimes” e o acusa de ser “o criminoso notório de maior sucesso na história brasileira”, uma vez que conseguiu um acordo de delação premiada que o permite ficar em liberdade e morar no exterior.

Sem citar os governos do PT, o documento afirmou que é preciso “rememorar os fatos” de que o Grupo J&F, do qual Joesley é acionista, recebeu o primeiro financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2005, “muito antes” de Temer chegar ao Palácio do Planalto.

Com Temer fora do País, os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, terão a missão de reaglutinar a base aliada no Congresso.

 

Do Estadão

Em meio à crise, Temer vai a Rússia e Noruega para passar ideia de normalidade

Presidente Michel Temer faz pronunciamento no Palácio do Planalto (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

 

 

 

 

 

 

Na tentativa de passar uma mensagem de normalidade em meio ao acirramento da crise política, o presidente Michel Temer embarca nesta segunda-feira (19) para a Europa, onde terá uma agenda de quatro dias na Rússia e na Noruega em busca de mais comércio, investimentos e cooperação. Enquanto na primeira parada a agenda será eminentemente econômica, na segunda ele deverá ouvir críticas a medidas aprovadas pelo Congresso Nacional que reduzem as áreas de preservação ambiental.

O presidente decidiu manter a viagem mesmo após a entrevista do empresário Joesley Batista, um dos donos do Grupo J&F, à revista Época na qual ele acusa Temer de ser chefe de uma organização criminosa envolvendo peemedebistas na Câmara dos Deputados. O Palácio do Planalto divulgou nota no sábado para rebater o empresário e informou que vai processá-lo.

Temer levará a Moscou, como sinal das intenções do Brasil de aprofundar suas relações com a Rússia, a notícia de que colocará em funcionamento um acordo para proteger da dupla tributação empresas que atuam nos dois países. “Esse acordo foi assinado em 2004, mas só passou no Congresso em maio deste ano”, disse o gerente-executivo de Comércio Exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Diego Bonomo. “Falta um decreto do governo brasileiro.”

O acordo evita que haja dupla incidência do Imposto de Renda em operações que envolvem dividendos, juros e royalties, informa carta do Fórum de Empresas Transnacionais (FET) entregue ao governo na semana passada, pedindo sua entrada em vigor. O acordo contribui para “ampliar os fluxos de comércio e investimentos entre os países”, diz o texto assinado por seu presidente, Dan Ioschpe.

A formalização do acordo foi informada pelo próprio Temer, em artigo publicado no Estado na última sexta-feira. Ele disse também que pretende assinar acordos de investimento e facilitação de comércio. O compromisso de negociação desses dois acordos já é considerado um saldo positivo pelo empresariado. A indústria gostaria de ver avanços, também, nas áreas de proteção de patentes e de Previdência. Embora os dados parciais deste ano mostrem alguma recuperação em relação a 2016, o comércio entre Brasil e Rússia vem se reduzindo desde 2013. “A Rússia sofre com a queda dos preços do petróleo”, comentou Bonomo. “E nossa pauta é muito concentrada em produtos básicos e semimanufaturados.”

Os russos querem equilibrar a balança comercial, que historicamente é favorável ao Brasil. “Eles querem abertura do mercado do Brasil para trigo, peixes e frutas, para prosseguir abrindo mais espaços para as carnes”, informou ao Estado o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que está na Ásia e não acompanhará Temer. “Vamos nos abrir e ampliar nossa participação lá.”

Entre os itens que o Brasil passará a importar deve estar o bacalhau. Muito da produção russa já chega aqui por intermédio da Noruega e de Portugal. Em troca, o País poderá obter cotas mais generosas para exportar carnes bovina, suína e de frango. No ano passado, o Brasil respondeu por 60% das importações russas de proteína animal.

Temer vai, também, “vender” projetos de concessão em infraestrutura. Os russos já indicaram interesse em operar a Ferrovia Norte-sul, que deve ir a leilão em fevereiro de 2018. Também serão oferecidas oportunidades em óleo e gás, como as áreas de exploração de petróleo a serem leiloadas em setembro. Tal como Temer, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, é suspeito de corrupção.

Na semana passada, houve protestos contra o governo em cerca de 200 cidades russas, liderados pelo oposicionista Alexei Navalni, que acusa o primeiro ministro, Dmitry Medvedev, de comandar um império imobiliário financiado por oligarcas. Putin e Navalni são candidatos às eleições presidenciais no ano que vem.

Ambiente

O avanço do desmatamento no Brasil e a aprovação, pelo Congresso, de duas medidas provisórias que reduzem as áreas de proteção ambiental na Amazônia deverão estar no centro das reuniões de Temer na Noruega, com o rei Harald V, a primeira-ministra Erna Solberg e com o presidente do Parlamento, Olemic Thommessen.

A Noruega é a principal financiadora do Fundo Amazônia, que mantém 89 projetos de combate ao desmatamento, de regularização fundiária e gestão territorial e ambiental de terras indígenas. O país já aportou R$ 2,8 bilhões.

As duas Medidas Provisórias (MPs) que reduzem as áreas de parques ambientais aguardam sanção presidencial.

Questionado se Temer vetaria ao menos parte dos textos, reduzindo seu impacto ao meio ambiente, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, disse na semana passada que o presidente aguardava pareceres técnicos para tomar sua decisão. “Quanto a mim, não preciso enfatizar o quanto é importante preservar a defesa do meio ambiente e de sua sustentabilidade, que vêm se afirmando, contra ventos e marés, desde a Constituição de 88 e a Rio 92, como um dos traços mais valiosos da identidade internacional do Brasil”, comentou.

A estatal norueguesa Statoil tem investimentos em exploração de petróleo no Brasil e Temer deverá oferecer as áreas a serem leiloadas em setembro. Mas, tanto lá quanto na Rússia, deverá ser questionado sobre a prorrogação do Repetro, um programa que suspende a cobrança de impostos nos projetos de exploração de óleo e gás e que reduz o valor do investimento entre 45% a 65%.

A Noruega integra, junto com a Suíça, a Islândia e o Liechtenstein, um bloco de países chamado Efta (Associação Europeia de Livre Comércio, na sigla em inglês), com o qual o Mercosul negocia acordo de livre comércio. A primeira rodada de negociações ocorreu na semana passada, em Buenos Aires.

 

 

Da Revista Época

Michel Temer chama Joesley de bandido notório e diz que processará empresário

 

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O presidente Michel Temer vai processar o empresário Joesley Batista, de acordo com nota divulgada pelo Palácio do Planalto no início da tarde deste sábado. O texto acusa Joesley de proteger “os reais parceiros de sua trajetória de pilhagens” e os “grandes tentáculos da organização criminosa” que ele ajudou a forjar, numa referência aos governos do Partido dos Trabalhadores.

A nota foi divulgada após a publicação de entrevista do empresário pela Revista Época em que ele afirma que Temer é “chefe de organização criminosa” e que “quem não está preso está hoje no Planalto. O texto da Presidência afirma que Joesley é o “bandido notório de maior sucesso na história brasileira” e que ele “desfia mentiras em série” na entrevista.

“O presidente tomará todas medidas cabíveis contra esse senhor. Na segunda-feira, serão protocoladas ações civil e penal contra ele. Suas mentiras serão comprovadas e será buscada a devida reparação financeira pelos danos que causou, não somente à instituição Presidência da República, mas ao Brasil”, afirma o texto, acrescentando que o governo não será impedido de apurar e responsabilizar Joesley por todos os crimes que praticou, “antes e após a delação”.

Segundo o Planalto, a maior prova das “inverdades” do empresário é a própria gravação que ele apresentou à Justiça e ao Ministério Público Federal em troca do perdão de crimes que somariam mais de 2 mil anos de detenção, conforme mostrou matéria do Estado publicada no início do mês. A nota cita que, na entrevista, Joesley diz que Temer sempre pede algo a ele nas conversas que tiveram. “Não é do feitio do presidente tal comportamento mendicante. Quando se encontraram, não se ouve ou se registra nenhum pedido do presidente a ele. E, sim, o contrário”, completa.

De acordo com o texto, era Joesley quem queria resolver seus problemas no governo e que, ao bater às portas do Palácio do Jaburu, disse que não se encontrava havia mais de 10 meses com o presidente e reclamou de ter portas fechadas na administração federal. “Não foi atendido antes, muito menos depois.”

O Planalto admite que, na gravação, ao delatar o presidente, o empresário “confessa alguns de seus pequenos delitos” e alcançou, com isso “o perdão por todos os seus crimes”.

O texto destaca que o grupo JBS obteve seu primeiro financiamento no BNDES em 2005, ou seja, na gestão petista. Dois anos depois, teve faturamento de R$ 4 bilhões, valor que saltou para R$ 183 bilhões em 2016, o que o Planalto atribui a uma relação construída com governos do passado, antes da chegada de Temer. “Toda essa história de ‘sucesso’ é preservada nos depoimentos e nas entrevistas do senhor Joesley Batista. Os reais parceiros de sua trajetória de pilhagens, os verdadeiros contatos de seu submundo, as conversas realmente comprometedoras com os sicários que o acompanhavam, os grandes tentáculos da organização criminosa que ele ajudou a forjar ficam em segundo plano, estrategicamente protegidos”, completa.

A nota lembra ainda que o BNDES impediu a transferência do domicílio fiscal do grupo JBS para a Irlanda, o que levou a perdas acionárias da família Batista na bolsa de valores e os manteve ao alcance das autoridades brasileiras. “Havia milhões de razões para terem ódio do presidente e de seu governo”.

O texto acusa ainda o empresário de ter vazado o conteúdo da delação para obter “ganhos milionários com suas especulações”, cometendo “ilegalidades em série” no mercado de câmbio, comprando um bilhão de dólares e jogando contra o real, vendendo ações em alta e proporcionando ao País um prejuízo de quase R$ 300 bilhões. “Os fatos elencados demonstram que o senhor Joesley Batista é o bandido notório de maior sucesso na história brasileira. Conseguiu enriquecer com práticas pelas quais não responderá e mantém hoje seu patrimônio no exterior com o aval da Justiça. Imputa a outros os seus próprios crimes e preserva seus reais sócios”, completa.

A nota lembra ainda que Joesley obteve perdão por seus delitos e ganhou prazo de 300 meses para devolver o dinheiro da corrupção. “Pagará, anualmente, menos de um dia do faturamento de seu grupo para se livrar da cadeia. O cidadão que renegociar os impostos com a Receita Federal, em situação legítima e legal, não conseguirá metade desse prazo e pagará juros muito maiores”, completa.

Leia a nota na íntegra

Em 2005, o Grupo JBS obteve seu primeiro financiamento no BNDES. Dois anos depois, alcançou um faturamento de R$ 4 bilhões. Em 2016, o faturamento das empresas da família Batista chegou a R$ 183 bilhões. Relação construída com governos do passado, muito antes que o presidente Michel Temer chegasse ao Palácio do Planalto. Toda essa história de N”sucesso” é preservada nos depoimentos e nas entrevistas do senhor Joesley Batista. Os reais parceiros de sua trajetória de pilhagens, os verdadeiros contatos de seu submundo, as conversas realmente comprometedoras com os sicários que o acompanhavam, os grandes téntaculos da organização criminosa que ele ajudou a forjar ficam em segundo plano, estrategicamente protegidos.

Ao bater às portas do Palácio do Jaburu depois de 10 meses do governo Michel Temer, o senhor Joesley Batista disse que não se encontrava havia mais de 10 meses com o presidente. Reclamou do Ministério da Fazenda, do CADE, da Receita Federal, da Comissão de Valores Mobiliários, do Banco Central e do BNDES. Tinha, segundo seu próprio relato, as portas fechadas na administração federal para seus intentos. Qualquer pessoa pode ouvir a gravação da conversa na internet para comprová-lo.

Em relação ao BNDES, é preciso lembrar que o banco impediu, em outubro de 2016, a transferência de domicílio fiscal do grupo para a Irlanda, um excelente negócio para ele, mas péssimo para o contribuinte brasileiro. Por causa dessa decisão, a família Batista teve substanciais perdas acionárias na bolsa de valores e continuava ao alcance das autoridades brasileiras. Havia milhões de razões para terem ódio do presidente e de seu governo.

Este fim de semana, em entrevista à revista Época, esse senhor desfia  mentiras em série. A maior prova das inverdades desse é a própria gravação que ele apresentou como documento para conseguir o perdão da Justiça e do Ministério Público Federal por crimes que somariam  mais de 2000 mil anos de detenção. Em entrevista, ele diz que o presidente sempre pede algo a ele nas conversas que tiveram. Não é do feitio do presidente tal comportamento mendicante. Quando se encontraram, não se ouve ou se registra nenhum pedido do presidente a ele. E, sim, o contrário. Era Joesley quem queria resolver seus problemas no governo, e pede seguidamente. Não foi atendido antes, muito menos depois.

Ao delatar o presidente, em gravação que confesa alguns de seus pequenos delitos, alcançou o perdão por todos seus crimes. Em seguida, cometeu ilegalidades em série no mercado de câmbio brasileiro comprando um bilhão de dólares e jogando contra o real, moeda que financiou seu enriquecimento. Vendeu ações em alta, dando prejuízo aos acionistas que acreditaram nas suas empresas. Proporcionou ao país um prejuízo estimado em quase R$ 300 bilhões logo após vazar o conteúdo de sua delação para obter ganhos milionários com suas especulações.

Os fatos elencados demonstram que o senhor Joesley Batista é o bandido notório de maior sucesso na história brasileira. Conseguiu enriquecer com práticas pelas quais não responderá e mantém hoje seu patrimônio no exterior com o aval da Justiça. Imputa a outros os seus próprios crimes e preserva seus reais sócios. Obtém perdão pelos seus delitos e ganha prazo de 300 meses para devolver o dinheiro da corrupção que o tornou bilionário, e com juros subsidiados. Pagará, anualmente, menos de um dia do faturamento de seu grupo para se livrar da cadeia. O cidadão que renegociar os impostos com a Receita Federal, em situação legítima e legal, não conseguirá metade desse prazo e pagará juros muito maiores.

O presidente tomará todas medidas cabíveis contra esse senhor. Na segunda-feira, serão protocoladas ações civil e penal contra ele. Suas mentiras serão comprovadas e será buscada a devida reparação financeira pelos danos que causou, não somente à instituição Presidência da República, mas ao Brasil. O governo não será impedido de apurar e responsabilizar o senhor Joesley Batista por todos os crimes que praticou, antes e após a delação.

 

 

Do Correio Brasilienze

Joesley Batista confirma à PF declarações sobre Temer e Rocha Loures

 

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O empresário, Joesley Batista, da JBS, prestou depoimento à Polícia Federal, na manhã dessa sexta-feira (16), em Brasília. O empresário falou no inquérito que investiga o presidente Michel Temer e o ex-deputado e ex-assessor dele Rodrigo Rocha Loures. Joesley Batista confirmou o que tinha dito sobre os dois na delação premiada à Procuradoria-Geral da República.

O interrogatório foi na sede da Polícia Federal em Brasília. Joesley Batista confirmou os depoimentos anteriores e deu mais detalhes sobre informações já passadas ao Ministério Público, na delação premiada.

Segundo o advogado do empresário, Joesley voltou a falar sobre o repasse de dinheiro para Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial do presidente Michel Temer. E que o dinheiro também iria para Temer.

Na delação, Joesley disse que Loures foi indicado por Temer para atuar junto ao governo em favor do grupo JBS. A indicação está na conversa com o presidente no Palácio do Jaburu gravada por Joesley Batista no dia 7 de março.

Joesley: Eu não vou lhe incomodar, evidente, se não for algo assim.
Joesley: Eu sei disso. Por isso é que… É o Rodrigo? Ah, então ótimo.
Joesley: Eu prefiro combinar assim, se for alguma coisa que eu precisar e tal, eu falo com o Rodrigo. Se for algum assunto desse tipo aí.

Joesley disse que a partir dessa conversa foi feita a negociação com Rocha Loures para garantir a apoio no Cade na assinatura de um contrato com a Petrobras de fornecimento de gás à usina termelétrica do grupo em Cuiabá.

O diretor da J&F Ricardo Saud explicou em depoimento de delação premiada feito em maio ao Ministério Público como se deu o acordo com Rocha Loures.

Saud: Eu falei “Não, mas então vamos fazer isso pra 25 anos. Tem como fazer um contrato pra 25 anos”. Ele falou “Não, 25 anos eu já estou estudando, nós vamos fazer pra 30 anos”. Eu peguei e falei “Pô, isso aí é uma aposentadoria pro Michel. Uma aposentadoria pra você e pra ele. Vocês não vão mais ter dificuldade”.

O valor acertado foi de R$ 500 mil por semana. Numa ação controlada pela Polícia Federal, Loures foi filmado recebendo a primeira parcela do repasse, entregue em uma mala que ele colocou em um táxi. A Petrobras, no entanto, não aceitou fazer o contrato nos termos propostos pela J&F.

Rocha Loures está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Temer e Rocha Loures são investigados por corrupção passiva, obstrução de justiça e organização criminosa. A Polícia Federal deve concluir o inquérito até domingo (18) e passar o caso para o Supremo Tribunal Federal.

Depois disso, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, terá cinco dias para se pronunciar. Se ele apresentar a denúncia, o que deve acontecer a partir do dia 26 de junho, o caso seguirá para a Câmara dos Deputados. São necessários os votos de pelo menos 342 dos 513 deputados para abrir processo contra Temer. (G1)