Michel Temer não responde as 82 questões da PF e pede arquivamento

 

 

 

 

O presidente Michel Temer enviou ao Supremo Tribunal Federal um pedido de arquivamento do inquérito, no qual informa que não responderá às 82 perguntas formuladas pela Polícia Federal.

O pedido é dirigido ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, que atendeu ao pedido da Procuradoria Geral da República e autorizou a abertura de inquérito para investigar Temer com base nas delações premiadas dos donos e executivos da empresa JBS.

O prazo estipulado por Fachin para a resposta se encerrou às 17h desta sexta. Mas o ministro já havia informado que Temer não era obrigado a responder.

No ofício ao ministro, a defesa de Temer relaciona 48 motivos para não responder às perguntas da PF, formuladas como parte do inquérito em andamento.

Leia aqui a íntegra do pedido dos advogados de Temer

 

“Cumpre inicialmente ponderar que, houvesse Vossa Excelência sido o autor dos questionamentos feitos por escrito ou em colheita de depoimento oral, teria havido, com certeza, uma adequada limitação das perguntas ao objeto das investigações. Indagações de natureza pessoal e opinativa, assim como outras referentes aos relacionamentos entre terceiras pessoas ou aquelas que partem de hipóteses ou de suposições e dizem respeito a eventos futuros e incertos não teriam sido formuladas”, diz o ofício assinado pelos advogados Antônio Claudio Mariz de Oliveira e Sérgio Eduardo Mendonça de Alvarenga, defensores de Temer.

De acordo com os advogados, as perguntas “demonstram que a autoridade mais do que preocupada em esclarecer a verdade dos fatos desejou comprometer o Sr. Presidente da República com questionamentos por si só denotadores da falta de isenção e de imparcialidade por parte dos investigadores”,

Segundo Mariz de Oliveira e Alvarenga, “diversos questionamentos dizem respeito a fatos estranhos às funções presidenciais; outros referem-se a períodos não cobertos pelo seu mandado; alguns ao relacionamento entre terceiras pessoas. Note-se, que muitos deles partem da premissa do cometimento induvidoso de delitos e não objetivam perquirir a verdade, mas sim revelar meras circunstâncias de crimes que já estariam provados”. (G1)

Com voto decisivo de Gilmar Mendes, chapa Dilma-Temer é absolvida no TSE

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A chapa Dilma-Temer é absolvida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite dessa sexta-feira (9/6). Por quatro votos a três, os ministros concluíram que não houve abuso de poder político e econômico por parte dos vencedores das eleições de 2014.

 O placar já estava começando a se desenhar na quinta-feira. Na mesma noite, os magistrados decidiram pela exclusão dos depoimentos dos delatores da Odebrecht do processo que pedia a cassação da chapa. O relator Herman tentou, com grande insistência e um longo voto, convencer os colegas que a Lava-Jato entrasse no julgamento. Conhecido pela rigidez e seriedade, ele também defendeu a condenação dos políticos.

Como foram os votos

O ministro Herman Benjamin votou pela cassação da chapa. Conforme ele, o processo comprovou abusos de poder econômico e político durante a campanha eleitoral.  No caso específico relacionado a uma possível separação de contas, o magistrado destacou que está comprovado nos autos processuais que as despesas do então candidato a vice foram pagas com recursos do caixa comum da campanha presidencial.
O ministro Napoleão Nunes Maia foi o segundo a votar, contra a cassação. Ele, que já havia se manifestado contrário ao uso dos depoimentos dos delatores da Odebrecht no processo, defendeu que as propinas pagas pela empreiteira a políticos têm que ser investigada na esfera criminal, não eleitoral.
Terceiro ministro a falar, Admar Gonzaga acompanhou Napoleão Nunes e desempatou, pró-Temer, o julgamento do pedido de cassação da chapa presidencial de 2014. Ele também confirmou que a ação levaria em conta as delações ou os depoimentos prestados pelos ex-executivos da Odebrecht.
O ministro Tarcisio Vieira foi o terceiro a votar. O magistrado, que seguiu os entendimentos dos juízes Napoleão Nunes e Admar Gonzaga, destacou que faria distinção entre as fases pré e pós Odebrecht. Vieira diz que não há como aferir credibilidade dos testemunhos dos delatores, que devem ser relativizados, com cautela.
O ministro Luiz Fux acompanhou o relator Herman Benjamin e defendeu a cassação da chapa Dilma-Temer. Alegou que existem provas inequívocas de abuso de poder econômico e pagamento de propinas para financiar campanhas eleitorais. E moeu o argumento de outros ministros de que as delações da Odebrecht não deveriam ser levadas em conta no processo.
Antes do voto de minerva de Gilmar Mendes, a ministra Rosa Weber pediu a cassação da chapa. Ela voltou a afirmar que as delações dos ex-executivos da Odebrecht deveriam ter sido incluídas no processo. Ela ainda ressaltou que o voto do relator era “histórico”.
O ministro Gilmar Mendes votou pela absolvição, o que não foi nenhuma surpresa, pois ele já havia deixado claro sua posição ao longo do julgamento, marcado por diversos embates entre os juízes.

PLACAR

A favor
Herman Benjamin (relator)
Luiz Fux
Rosa Weber
Contra
Napoleão Nunes
Admar Gonzaga
Tarcísio Vieira
Gilmar Mendes
Do Correio Braziliense 

Joaquim Barbosa admite possibilidade de candidatura em 2018

STF/Reprodução

 

 

 

 

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa admitiu nesta quarta-feira, 7, a possibilidade de se candidatar à presidência da República, embora tenha ressaltado que “ainda hesita” em relação a isso. Após solenidade, à tarde, no Supremo, quando foi descortinado o retrato dele na galeria de ex-presidentes da Corte, Barbosa disse que está refletindo sobre o assunto, não ignora as pesquisas eleitorais, já conversou com Marina Silva, da Rede, e com o PSB, mas disse não saber “se decidiria dar este passo”.

“Eu sou um cidadão brasileiro, um cidadão pleno, há três anos livre das amarras de cargos públicos, mas sou um observador atento da vida brasileira. Portanto, a decisão de me candidatar ou não está na minha esfera de deliberação. Só que eu sou muito hesitante em relação a isso. Não sei se decidirei positivamente neste sentido”, disse o ex-ministro do Supremo.

Barbosa admitiu conversas sobre uma possível candidatura, mas negou ter assumido compromisso com algum partido.

“Já conversei com líderes de partidos políticos, dois ou três. Até mesmo quando estava no Supremo fui sondado, sondagens superficiais. Ano passado, tive conversas com Marina Silva. Mais recentemente, tive conversas, troca de impressões, com a direção do PSB”, disse. “Mas nada de concreto em termos de oferta de legenda para candidatura, mesmo porque eu não sei se eu decidiria dar este passo. Eu hesito”, disse o ex-ministro.

O comentário de Barbosa veio em meio a uma série de críticas sobre o meio político, com foco no Executivo e no Legislativo.

“Passamos por um momento tempestuoso da vida política nacional, em que visivelmente os dois Poderes que representam a soberania popular, nossos representantes eleitos, não cumprem bem a sua missão constitucional”, afirmou Barbosa.

“Cabe a essa corte, como órgão de calibragem e moderação, ter uma vigilância redobrada sobretudo no que se passa no país. Isso é natural, sempre foi assim, mas não custa reafirmar”, afirmou o magistrado, explicando uma frase do pronunciamento que fez durante a solenidade. Ele havia encerrado discurso dizendo que “esta Corte não falhará”.

O tema da “presidenciabilidade” foi introduzido durante a solenidade pelo ministro Luís Roberto Barroso, a quem coube fazer o discurso em homenagem ao ex-colega de Corte. Barroso destacou as especulações e pesquisas que apontam Joaquim Barbosa como possível presidenciável.

Barroso disse que, independentemente disso, Barbosa ajudou a quebrar um paradigma “de que pessoas de bem-estar na vida jamais seriam presas”, por meio da condução da Ação Penal 470, o Mensalão.

Eleição direta

Joaquim Barbosa afirmou que “a falta de liderança política e de pessoas com desapego, pessoas realmente vinculadas ao interesse público, faz que o país vá se desintegrando”.

Neste contexto, Barbosa defendeu eleição direta em caso de vacância da presidência da República.

“Veja bem, a Constituição brasileira prevê eleição indireta. Mas eu não vejo tabu de modificar Constituição em situação emergencial como esta para se dar a palavra ao povo. Em democracia, isso é que é feito.”

“Eu acho que o momento é muito grave. Caso ocorra a vacância da Presidência da República, a decisão correta é essa: convocar o povo”, disse o ex-ministro do Supremo.

Barbosa disse que deveria ter havido eleição direta após o impeachment de Dilma Rousseff. “Deveria ter sido tomada essa decisão há mais de um ano atrás, mas os interesses partidários e o jogo econômico é muito forte e não permite que essa decisão seja tomada. Ou seja, quem tomou o poder não quer largar. Os interesses maiores do país são deixados em segundo plano”, disse.

 

Da AE

Julgamento no TSE deve terminar nesta sexta-feira (09), com absolvição de Temer

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Ao decidir, por maioria — embora o voto oficial sobre o tema só vai ser proferido hoje — pela exclusão dos depoimentos dos delatores da Odebrecht do processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) praticamente sacramentaram o resultado final da votação do julgamento, previsto para acabar hoje: 4 a 3 pela absolvição da chapa vitoriosa nas eleições de 2014.
O Planalto contava em liquidar essa fatura o mais rápido possível. Sabe que precisa se concentrar em outros problemas mais graves que terá de enfrentar, como o processo por obstrução de Justiça no Supremo Tribunal Federal — a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve ser feita na próxima semana — e as possíveis delações do doleiro Lúcio Funaro, do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures e as ameaças de desembarque do PSDB da base governista.
Até mesmo a manifestação sobre a exclusão seguiu a lógica dos votos dos ministros que tendem a se alinhar com o Planalto: Gilmar Mendes, Tarcisio Vieira, Admar Gonzaga e Napoleão Nunes. Tarcísio, por exemplo, lembrou que os mandatos eletivos são finitos, que as ações ganham contornos de dramaticidade e precisam ter trâmite célere.
“A meu ver, tais acontecimentos não estão relacionados diretamente com os contornos delimitados nas ações de julgamento, nem mesmo com o alegado financiamento de campanha mediante doações oficiais de empreiteiras contratadas pela Petrobras com a alegada distribuição de propinas”, afirmou Tarcísio.
Um dos que acompanharam expressamente o relator Herman Benjamin, Luiz Fux defendeu que não há como excluir os depoimentos dos delatores da Odebrecht do julgamento. “Não se pode julgar sem atentar para a realidade política que se vive hoje. Somos uma Corte. Avestruz é quem enfia a cabeça”, disse Fux.
Para Herman, há uma lógica cristalina dos advogados de defesa em excluir os depoimentos da Odebrecht. “Querem excluir porque são provas oceânicas, com base em depoimentos, documentos, colaborações vindas do exterior. Diziam que as provas se baseavam apenas em delações premiadas. Agora, a muralha da China se inverteu”, citou Herman, numa referência ao termo usado pelos delatores para esconder, dos demais setores da Odebrecht, o que acontecia no departamento de propinas da empreiteira.
Marqueteiros de Dilma
O ministro Herman Benjamin rebateu reclamação da defesa da presidente cassada Dilma Rousseff sobre o uso do depoimento dos ex-marqueteiros do PT João Santana e Monica Moura no julgamento da ação que pede a cassação da chapa eleita em 2014. Em manifestação na tribuna da Corte, o advogado Flávio Caetano afirmou que os depoimentos dos ex-marqueteiros são mentirosos e que, mesmo quando admitiram caixa 2, se referiam à campanha de 2010, que não é o foco da ação. Disse, ainda, que o que está sendo julgado são irregularidades envolvendo os candidatos, não os partidos. “Pouco importa se partidos não são réus nesta ação. O que estamos dizendo é que as contas de partidos e as de campanha se confundem”, respondeu Herman, retomando seu argumento de que o esquema de corrupção na Petrobras beneficiou a chapa de Dilma e Temer nas eleições de 2014.
Do Diário de Pernambuco

Estudantes e professores do IF Sertão são assaltados em Salgueiro

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Na manhã dessa quarta-feira, (07), alunos e professores do Instituto Federal da cidade de Salgueiro foram assaltados quando participavam da Programação de Meio Ambiente na Serra do Cruzeiro.

As vítimas tiveram celulares e outros objetos pessoais roubados por um homem ainda não identificado que portava uma arma de fogo no momento do ato.

Testemunhas contaram que no local do ocorrido já foram vistos alguns homens com atitudes suspeitas rondando o trecho. “Uma vez eu estava vindo da escola com meu filho, e um rapaz estava sentado na escada do Cruzeiro, muito mal encarado, obviamente fiquei com medo e avisei ao meu marido’’, contou uma moradora.

Moradores do bairro cobram uma atenção maior para os perigos daquela região, visto que, por se tratar de um bairro afastado e por ser perto de uma serra, os riscos de assaltos se tornam maiores e frequentes.

A polícia esteve no local para apurar os fatos. O suspeito ainda não foi localizado.

 

Do SG10

Defesa de Temer desiste de recurso no STF que pedia suspensão de inquérito

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A defesa do presidente Michel Temer desistiu nessa segunda-feira (22) do recurso no qual solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão das investigações relacionadas ao presidente. A medida foi tomada após o anúncio de que a Corte autorizou a Polícia Federal a realizar uma perícia no áudio entregue pelo empresário Joesley Batista em seu depoimento de delação premiada.

De acordo com um dos representantes de Temer, o advogado Gustavo Guedes, após o deferimento de perícia, a defesa está satisfeita e não quer mais o julgamento do recurso. Guedes também anunciou que a defesa contratou uma perícia particular para analisar o áudio. Segundo o advogado, foram encontrados “70 pontos de obscuridade no material”.

“A defesa do presidente apresentou petição dizendo agora: nos sentimos atendidos com o deferimento da perícia [oficial] e a partir desse laudo que nós juntamos agora, que nos dá segurança, nós queremos agora que isso se resolva o mais rapidamente possível”, disse.

A abertura do inquérito sobre Temer por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça foi autorizada pelo ministro Edson Fachin na quinta-feira (18), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo o Ministério Público Federal, em encontro com o empresário Joesley Batista, Temer deu aval para que ele continuasse a pagar uma espécie de mesada ao ex-deputado Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro, ambos presos, para que continuassem em silêncio. O áudio da conversa, gravada por Joesley, foi disponibilizado na última quinta-feira (18).

No fim de semana, em novo pronunciamento à nação, Temer anunciou um recurso ao Supremo, questionou a legalidade da gravação e disse que há muitas contradições no depoimento de Joesley, dono do grupo JBS, como a informação de que o presidente teria dado aval para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, que está preso em Curitiba. Temer classificou a gravação de clandestina, manipulada e adulterada, “com objetivos nitidamente subterrâneos”.

 

Da Agência Brasil

Temer vai pedir ao STF suspensão de inquérito até que gravação seja periciada

Presidente fala pela segunda vez em rede pública de televisão desde que houve vazamentos com seus áudios, feitos pelo empresário Joesley Batista Foto: José Cruz/Agência Brasil

 

 

 

 

 

Em pronunciamento na tarde desse sábado (20), o presidente da República, Michel Temer, disse que vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o inquérito aberto contra ele seja suspenso até que seja verificada a autenticidade da gravação feita pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, de uma conversa com o presidente.

“Essa gravação clandestina foi manipulada e adulterada com objetivos nitidamente subterrâneos. Incluída no inquérito sem a devida averiguação, levou muitas pessoas ao engano, induzido e trouxe grave crise ao Brasil”, disse o presidente.

Uma perícia contratada pelo jornal Folha de S. Paulo concluiu que a gravação da conversa sofreu mais de 50 edições. Temer classificou a gravação como fraudulenta e manipulada e lembrou que o grupo JBS comprou US$ 1 bilhão antes da divulgação da conversa e faturou com a operação financeira.
Inquérito

A abertura do inquérito, por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça, foi autorizada pelo ministro do STF Edson Fachin na quinta-feira (18), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Em pronunciamento anterior, ainda na quinta-feira (18), Temer disse que nunca autorizou ninguém a usar seu nome indevidamente e que demonstraria no STF não ter nenhum envolvimento com os fatos.

Segundo o Ministério Público Federal, em encontro com Joesley Batista, Temer deu aval para que ele continuasse a pagar uma espécie de mesada ao ex-deputado Eduardo Cunha e o doleiro Lúcio Funaro, ambos presos, para que continuassem em silêncio. O áudio da conversa, gravada por Joesley, foi disponibilizado na última quinta-feira (18). Após a divulgação, o presidente Michel Temer e assessores avaliaram que o conteúdo da conversa não incrimina o presidente.

PGR
Ao enviar o pedido de abertura de investigação sobre o presidente ao STF, a PGR informou ao ministro Edson Fachin que o áudio foi analisado de forma preliminar “sob a perspectiva exclusiva da percepção humana”. De acordo com o processo, “não houve auxílio de equipamentos especializados na avaliação dos aúdios.

Na decisão em que autorizou a investigação contra Temer, Fachin não analisou a legalidade da gravação sob o ponto de vista de possíveis edições. O ministro entendeu que Joesley Batista poderia gravar sua conversa com terceiros.
O presidente acusou Joesley Batista de especular contra a moeda nacional, já que ele comprou US$ 1 bilhão antes da divulgação da gravação, porque sabia que isso causaria um “caos” no câmbio. Além disso, ele vendeu ações de sua empresa antes da queda do valor na Bolsa de Valores.

“O autor do grampo está livre e solto, passeando pelas ruas de Nova York. E o Brasil que já tinha saído da mais grave crise econômica de sua história, vive agora, sou obrigado a reconhecer dias de incerteza. Ele não passou nenhum dia na cadeia, não foi preso, não foi julgado, não foi punido, e pelo jeito não será”

Temer disse que a acusação de corrupção passiva não se sustenta, porque o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) não decidiu em favor da JBS, assim como pedidos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e à Petrobras não foram atendidos. “Essa é a prova cabal de que meu governo não estava aberto a ele”, disse Temer.

Contradições
O presidente também disse que há muitas contradições no depoimento de Joesley Batista, como a informação de que Temer teria dado aval para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, que está preso em Curitiba. “Não existe isso na gravação, mesmo tendo sido ela adulterada. E não existe porque nunca comprei o silêncio de ninguém. Não obstruí a Justiça e não fiz nada contra a ação do Judiciário”

Ele enfatizou ainda que não acreditou na narrativa do empresário de que ele teria comprado juízes e um procurador. “Ele é um conhecido falastrão exagerado. Aliás, depois, em depoimento, disse que havia inventado essa história, que não era verdadeira. Ou seja, foi uma fanfarronice”

O presidente justificou que, na conversa com o empresário, simplesmente ouviu suas dificuldades, sem fazer nada para que ele obtivesse benesses do governo. “Não há crime em ouvir reclamações e me livrar do interlocutor indicando outra pessoa para ouvir as suas lamúrias”. Ele explicou que ouviu Joesley Batista à noite assim como ouve muitos empresários, políticos e até a imprensa em horários alternativos.

Ao encerrar sua fala, em que destacou o impacto da divulgação dos áudios da delação de Joesley na economia e na política do país, Temer reforçou que permanece no cargo. “O Brasil não sairá dos trilhos, eu continuarei à frente do governo”, disse.

 

Do Diário de Pernambuco

Eduardo Campos, Paulo Câmara e Geraldo Julio são citados em delação sobre pagamento de R$ 14 milhões em propina

O ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, morto num acidente de avião em 2014, foi acusado de negociar a quantia de R$ 15 milhões em propina durante a campanha à presidência da República, no mesmo ano de sua morte. A informação foi repassada pelo diretor da holding J&F, empresa controladora do frigorífico JBS, Ricardo Saud, durante delação no dia 5 de maio, na sede da Procuradoria Geral da República, em Brasília.

Além de Campos, o atual governador de Pernambuco, Paulo Câmara, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, o senador Fernando Bezerra Coelho e o ministro das Cidades, Bruno Araújo, também são citados como integrantes das negociações e recebimento de valores.

Segundo Saud, Eduardo Campos receberia mais dinheiro conforme o crescimento de sua campanha presidencial. “Um cara novo, de futuro, aí a gente resolveu investir nele. Nós pusemos lá um limite, pra iniciar, pra ver as coisas. Falamos ‘nós vamos deixar aqui pra você uns R$ 15 milhões de propina, se você começar a crescer, nós vamos melhorando isso aí’, e isso foi feito”, conta.

Ainda de acordo com o diretor, o prefeito Geraldo Julio, o governador Paulo Câmara e uma pessoa chamada Henrique, da empresa HMJ Consultoria, também negociavam o pagamento de propina. “Exatamente no dia que ele [Eduardo Campos] faleceu, eu estava com Henrique, que era a pessoa dele que ele mandava, ou Geraldo Julio, ou Paulo Câmara, para ir tratar das propinas”, detalha.

Apesar da promessa de R$ 15 milhões, Saud explica que o pagamento efetivo foi de R$ 14,650 milhões ao ex-governador de Pernambuco. O pagamento, segundo o delator, foi feito por meio de notas fiscais avulsas e pagamentos em espécie. Desse total, foram pagos R$ 210 mil em junho de 2014, para a HMJ Consultoria, empresa do próprio “Henrique”. Em setembro, houve o pagamento de R$ 1 milhão para a empresa Arcos Propaganda LTDA.

De acordo com o delator, essa empresa participou do esquema após ter sido apresentada pelo senador Fernando Bezerra Coelho (PSB). “Com a morte de Eduardo Campos, Paulo Câmara e Geraldo Julio me procuraram e falaram ‘olha, cara, temos que honrar aí, temos que organizar isso, porque temos que ganhar a eleição agora em Pernambuco, em homenagem a Eduardo Campos. Paulo Câmara tá aí pra ganhar’”, lembra.

Ainda segundo Saud, o pagamento da propina não chegou a ultrapassar o combinado inicial de R$ 15 milhões. “Falamos ‘olha, nós vamos pagar as contas que nos comprometemos, até R$ 14 milhões nós vamos pagar, o resto não vamos pagar mais nada’”. Com a determinação, o diretor da J&F conta que Câmara e Geraldo tentaram aprofundar as negociações. “[Eles disseram] ‘ah, nós não temos condição, estamos na campanha’ e chegamos no meio termo que íamos pagar para não atrapalhar a campanha, e ainda dar uma propina pro Paulo Câmara lá em Pernambuco em dinheiro vivo”, afirma.

O diretor da JBS menciona, ainda, o pagamento de R$ 200 mil em espécie para o ministro das Cidades Bruno Araújo, feito por André Gustavo Vieira da Silva, no Recife.

Respostas

Por meio de nota, o governador Paulo Câmara afirmou: “Venho repudiar, veementemente, a exploração política do depoimento do delator Ricardo Saud, que já antecipo não corresponde à verdade. Não recebi doação da JBS de nenhuma forma. Nunca solicitei e nem recebi recursos de qualquer empresa em troca de favores. Tenho uma vida dedicada ao serviço público. Sou um homem de classe média, que vivo do meu salário.” Ainda de acordo com o texto, “o próprio delator afirma (no anexo 36, folhas 72 e 73) que nas doações feitas ao PSB Nacional ‘não houve negociação nem promessa de ato de ofício’, o que significa que jamais houve qualquer compromisso de troca de favores ou benefícios”. O governador reafirma ainda que todas as doações para a campanha ao governo do estado foram feitas “na forma da lei, registradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral”.

Por meio de nota, o prefeito Geraldo Julio também repudiou “veementemente as acusações” e esclareceu que nunca tratou de recursos ilegais com essa empresa ou com qualquer outra. Ainda de acordo com o texto, “o próprio documento divulgado pela Justiça registra que as doações feitas à campanha do PSB não foram feitas por troca de favores”. O prefeito do Recife também alega que todas as doações recebidas pelo partido foram legais.

A defesa de Fernando Bezerra Coelho informou que “todas as doações para a sua campanha ao Senado foram devidamente declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral”. A defesa do parlamentar alega, ainda, que não teve acessos aos referidos autos e repudia as declarações unilaterais divulgadas, ratificando “que elas não correspondem à verdade”.

A reportagem também procurou a assessoria do ministro Bruno Araújo, mas ainda não obteve retorno. (G1)

“Não renunciarei. Exijo investigação plena e muito rápida”, diz Temer

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O presidente da República, Michel Temer, fez um pronunciamento na tarde desta quinta-feira (16), pouco depois das 16h, e confirmou que não renunciará ao cargo e exigiu investigações rápidas. “Não renunciarei. Repito: não renunciarei. Exijo investigação plena e muito rápida”, assegurou Temer.

Em uma rápida declaração à imprensa, Temer comentou que o governo dele viveu, nesta semana, o melhor e o pior momento. “Meu único compromisso é com o Brasil. Não comprei o silêncio de ninguém”, declarou o presidente.

No início desta tarde, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou abertura de inquérito para investigar o presidente Michel Temer. O pedido de investigação foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Com a decisão de Fachin, Temer passa formalmente à condição de investigado na Operação Lava Jato.

 

Do Diário de Pernambuco

Temer aponta ‘possibilidade é zero’ de se candidatar à Presidência em 2018

Sobre a possibilidade de cassação de sua chapa com a ex-presidente Dilma Rousseff em 2014, Temer diz que espera que o processo seja julgado. Foto: Beto Barata/PR
O presidente Michel Temer negou que possa se candidatar à reeleição em 2018. Segundo ele a “possibilidade é zero” por não ver necessidade de se candidatar. Perguntado durante entrevista coletiva a rádios regionais transmitida pela EBC se ele repensaria na questão se houvesse uma aclamação popular, Temer disse “Se povo pedir, vou dizer que cumpri bem minha missão nesses dois anos.
Sobre a possibilidade de cassação de sua chapa com a ex-presidente Dilma Rousseff em 2014, Temer diz que espera que o processo seja julgado o quanto antes para não atrapalhar o bom andamento econômico do País. Segundo Temer, as pessoas que o chamam de golpista não leem a Constituição, pois é um rito normal o vice assumir quando o presidente sofre um impeachment.
Questionado sobre um projeto no Congresso que prevê a prorrogação de mandato presidencial no Brasil, o presidente disse que ninguém conversou com ele sobre isso, nem mesmo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, mas não há menor condição de prorrogação de mandato juridicamente. “Não é verdade isso”, afirmou, destacando que, de qualquer modo, essa questão deve ir adiante no Congresso.
De todo modo, enquanto mencionava a necessidade de fazer as reformas estruturais no Brasil, Temer citou o exemplo da Espanha que passou por uma crise de cinco anos, “quase como a nossa aqui” e que embora tenha enfrentado bastante resistência e protestos, viu a economia se recuperar e primeiro-ministro ser reeleito.
Ao tratar da reforma política, Temer afirmou que o prazo é pequeno para o tema no Legislativo e que ainda estão sendo trocadas ideias sobre o assunto. “O Congresso tem pensado em estabelecer outra uma alternativa à lista fechada, mas não sabemos se dará tempo. Segundo ele, as contribuições de pessoas físicas e jurídicas a uma candidatura devem ser levadas em conta como exercício de cidadania, mas só poderia haver colaboração a um candidato, e não a todos. “Não veria mal nisso”, disse.
“Nas eleições municipais não houve contribuição jurídica e as coisas caminharam com fundo partidário, mas em uma candidatura para Presidência e governador de Estado, as verbas são mais vultosas. Programas de TV e de rádio podem ajudar”, concluiu.
Perguntado pelo jornalista de uma radio mineira sobre quando iria a Minas Gerais, Temer explicou que o ano foi tumultuado e que não tem restrições pessoal ou política sobre o governador Fernando Pimentel (PT). “Sou amigo do Pimentel, mas minha relação é com o povo de Minas Gerais”, disse, adiantando que deve ir ao Estado quando tiver algo concreto para entregar.
Agenda
Michel Temer recebe na tarde desta segunda-feira, em audiências separadas, as deputadas Dâmina Pereira (PSL-MG) e Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), além do ex-governador de São Paulo Luiz Antônio Fleury Filho. Os encontros vão ocorrer no Palácio do Planalto.
Da AE