Culpando crise, Paulo Câmara admite que pode não cumprir promessas como duplicar salários de professores

Foto: Ashlley Melo/JC Imagem

 

 

 

 

Duplicar salários de professores e construir quatro hospitais são duas das promessas de campanha do governador Paulo Câmara (PSB) que podem não ser cumpridas até o fim do mandato, em dois anos. Em entrevista à Rádio Jornal nessa segunda-feira (19), culpou a crise econômica, que considerou “mais severa” do que era esperado. Apesar disso, em referência às associações de policiais militares, prometeu: “Não vou deixar Pernambuco afundar”.

“O salário dos professores tem aumentado todo ano”, defendeu. “No fim de quatro anos talvez não dê para duplicar o salário, mas teremos avanços importantes.” O socialista adiantou que o governo está criando uma forma de premiar escolas que tenham atingido as metas.

“Nós queremos construir quatro hospitais porque precisamos de quatro hospitais. Se for possível, eu vou fazer, se as receitas melhorarem em 2017”, disse ainda Paulo Câmara. O governador afirmou, porém, que por enquanto vai selecionar as prioridades. “É assim que a gente trabalha no momento de crise.”

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Apesar do cenário de dificuldades, o governador aproveitou a entrevista para exaltar a própria política de ajuste fiscal em meio à crise. “A gente se vê hoje no meio de um mar com muita tempestade, segurando o barco com muita firmeza e olhando os barcos vizinhos afundarem”, disse o socialista.

Segurança

Diante na crise da segurança, agravada pela mobilização dos policiais militares, Paulo Câmara afirmou que não vai ceder à pressão. “Teve crise para a Polícia Civil, todos nós sabemos disso. A PM vai ter o mesmo tratamento, mas não pode ser na força, não pode ser fazendo baderna. Nós não vamos retroagir”, afirmou. Os PMs cobram do governo a elaboração de um plano de cargos e carreiras prevendo reajustes até 2018, da mesma forma que foi feito com a civil.

Além da relação com os profissionais, o período também é de resultados negativos no Pacto pela Vida e de crescimento de crimes como as explosões de caixas eletrônicos, principalmente no interior do Estado. Paulo Câmara reconheceu que não há efetivo para monitorar todos os municípios, mas defendeu um policiamento de inteligência. “Tem que continuar prendendo, se antecipando aos fatos”, disse. “No novo concurso que está sendo elaborado, no primeiro semestre de 2017, vou dar atenção ao interior, criando polos.”

O socialista adiantou ainda que pretende cobrar no âmbito federal uma restrição maior aos explosivos e maior investimento em segurança pelos próprios bancos.

 

Do Blog do Jamildo

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