Depredações em reservatórios de PE custam até R$ 4,8 milhões por ano

Técnicos encontraram buraco na tubulção nesta terça-feira (27), na Zona Rural de Bom Jardim (Foto: Divulgação/Compesa)

 

 

 

Além de comprometer o abastecimento, a depredação de reservatórios da Companhia Pernambucana de Saneamento Básico (Compesa) gera um custo de até R$ 4,8 milhões por ano. Segundo o gerente da Unidade de Negócios Metropolitana do órgão, Alex Ramos, a empresa gasta, em média, de R$ 200 mil a R$ 400 mil todo mês com a restauração das estações que armazenam água para distribuí-la nos municípios do estado.

Os casos de vandalismo nos sistemas geridos pela companhia se tornaram frequentes este ano. Na última terça-feira (27), o fornecimento de água em Surubim, no Agreste, teve de ser interrompido por causa de dois furos encontrados na tubulação da adutora de Palmeirinha. Já no dia 9 de setembro, o sistema Caixa D’Água, no bairro de Dois Unidos, Zona Norte do Recife, parou de funcionar depois que algumas pessoas mexeram, sem autorização, em um registro para fazer uma piscina improvisada.

“Periodicamente, a gente tem um (caso de vandalismo) por mês. Isso interfere diretamente no abastecimento, que a gente normalmente tem que parar para fazer a obra de recuperação. E quando é uma área de rodízio, as residências ficam mais tempo ainda sem água”, argumenta.

O gerente diz também que o desperdício de água em Pernambuco chega a 40%, mas que não se sabe quanto desse percentual é causado pelo vandalismo. “Em torno de 40% a gente perde por naturezas diversas. Incluindo as fraudes e ligações clandestinas, é um número muito elevado”, comenta.

Nesse aspecto, a cidade que mais sofre com o problema é Petrolina, no Sertão. De acordo com a Compesa, 13 das 30 Estações Elevatórias de Esgoto (EEE) do município, que recolhem o esgoto produzido no centro urbano para encaminhar à Estação de Tratamento, estão danificadas.

As ocorrências foram registradas entre abril e setembro de 2015, período no qual os vândalos depredaram transformadores e bombas, deixando expostos fios e cabos de iluminação de postes. O prejuízo, que lá foi de R$ 730 mil, também afeta outras regiões do estado.

“No início do ano, ocorreu no reservatório de Prazeres, em Jaboatão, onde foram quebrados diversos equipamentos, e a recuperação custou em torno de R$ 100 mil. Também teve um evento que provocou um vazamento grande que acabou ocasionando o desmoronamento de uma barreira”, conta o gerente da Compesa.

A companhia informou que, em todos os casos, presta queixa na delegacia. Quem tiver informações sobre os atos de vandalismo ou detectar algum problema na distribuição de água pode entrar em contato com a empresa pelo 0800 081 0195. (G1)

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