Deputados querem ajuda do ministro da Defesa para reduzir violência em Pernambuco

Bancada da oposição na Alepe criticou o programa Pacto Pela Vida em coletiva nesta quarta-feira (9) (Foto: Cláudia Ferreira/G1)

 

 

 

O crescente número de homicídios em Pernambuco pode virar assunto para o Ministério da Defesa. Em coletiva realizada no Recife nesta quarta-feira (9), a bancada de oposição da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) informou que pretende solicitar uma audiência com o atual ministro da pasta, Raul Jungmann, a fim de contar com a ajuda do governo federal no enfrentamento à violência no estado.

A reunião com a imprensa aconteceu na sede da Alepe, na Boa Vista, área central da capital pernambucana. O encontro contou com a participação dos deputados estaduais Silvio Costa Filho (PRB), que lidera a bancada; Edilson Silva (PSOL); Joel da Harpa (PTN); Socorro Pimentel (PSL); Júlio Cavalcanti (PTB); Odacy Amorim (PT) e Augusto César (PTB).

Na ocasião, Silvio Costa Filho apresentou os dados da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) que mostram que outubro de 2016 foi o mês em que Pernambuco registrou mais assassinatos desde o início do programa Pacto Pela Vida, em 2007, com 451 homicídios. De janeiro a outubro deste ano, foram 3,6 mil mortes violentas no estado, contra 3.188 contabilizadas no mesmo período do ano passado.

“É importante ver de que forma a Força Nacional [pode ajudar] no combate à fiscalização de barreiras, ampliar um serviço de inteligência, trazer alguns homens para ajudar no combate à violência a caixas eletrônicos no interior do nosso estado. É importante que o governo federal possa, de fato, contribuir de alguma forma”, avaliou Silvio Costa Filho.

De acordo com o líder da oposição, a ideia de recorrer ao ministro da Defesa surgiu com a suposta recusa do governo do estado em dialogar com a oposição sobre o Pacto Pela Vida. Ele conta que a bancada protocolou no dia 7 de outubro um requerimento de audiência com o governador Paulo Câmara para levar ao chefe do Executivo estadual um conjunto de propostas para o programa. Segundo o deputado, mais de um mês se passou sem resposta.

“Se percebe que o governo perdeu completamente as condições de gerir um programa que, num primeiro momento, foi muito importante para a sociedade. Nos três primeiros anos, houve uma redução na criminalidade, mas, infelizmente, por conta de uma descontinuidade de um conjunto de políticas públicas, a violência tem crescido consideravelmente no nosso estado”, criticou o deputado.

Procurado pelo G1, o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Waldemar Borges, disse não saber da solicitação da oposição para uma audiência com o governador. No entanto, ele alegou que a bancada assinou um requerimento de comum acordo sobre o Pacto Pela Vida, votado no plenário da Alepe na terça-feira (8). Segundo o parlamentar governista, o próprio líder da oposição se disponibilizou a colaborar para buscar soluções para o programa.

“Da nossa parte, não houve nenhum obstáculo para essa discussão. O que existe é uma profunda torcida da oposição para que o Pacto dê errado. Foi votado no plenário um requerimento de comum acordo. É lamentável que, no dia seguinte, ele venha relatar algo que protocolou em silêncio”, encerrou Borges. (G1)

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