Em Pernambuco, taxa de desocupação sobe 41,7% no fim de 2016

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Em Pernambuco, o desemprego atingiu 634 mil pessoas no último trimestre de 2016, segundo dados divulgados, na quinta-feira (23), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (Pnad) Contínua, o número cresceu 3,3% em relação ao semestre anterior. Na comparação com o mesmo trimestre de 2015, o crescimento da quantidade de desempregados foi de 41,7%. Isso significa que mais 187 mil pessoas ficaram sem trabalho no intervalo de um ano.

Ainda segundo a pesquisa, a taxa de desocupação no estado no último trimestre de 2016 foi de 15,6%, número que representa o maior percentual da série de Pernambuco, iniciada em 2012, e capaz de superar os 12% registrados no Brasil. Os dados ainda apontam que o Nordeste foi a única região do país em que os homens são maioria entre a população desempregada e representam 51,3% dos desocupados.

Há dois anos sem trabalho, o operador de máquinas Daniel José Ferreira engrossa as estatísticas da região. Depois de atuar como fiscal de loja no último emprego, a empresa usou a redução de custos como uma justificativa para dispensá-lo. “Desde então, tenho me virado vendendo frutas na rua para ganhar dinheiro. A pessoa precisa se virar como pode”, comenta o morador do município de Camaragibe, no Grande Recife.

Improvisando para ampliar a renda, Daniel faz parte dos 30,2% que trabalham por conta própria no Nordeste, percentual que perde apenas para os 31,7 pontos percentuais registrados na região Norte. No Brasil, 24,5% das pessoas ocupadas trabalharam por conta própria no último trimestre de 2016.

Apesar de não ter um emprego formal, o trabalhador busca na a Agência do Trabalho, no Centro do Recife, oportunidades que possam ampliar a renda. “Vou providenciar a minha carteira de trabalho para facilitar na hora de procurar e arranjar emprego. O que aparecer, eu quero”, comenta.

Nível nacional

De acordo com a Pnad, 24,3 milhões de brasileiros estavam desempregados e subocupados no último trimestre do ano passado. Com esse número, o país registrou uma taxa de subutilização de 20,6% da sua força de trabalho em 2016.

A cor da pele também fez parte da pesquisa e, segundo as estatísticas do IBGE, a taxa de desocupação entre as pessoas pretas e pardas, de 14,4% e 14,1%, respectivamente, ficaram acima da média nacional da taxa de desocupação, de 12%. Para os brancos, o percentual registrado foi de 9,5%. (G1)

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