Família de estudante baleado por PM em protesto contra violência vai acionar a Justiça

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Após 24 dias internado, Edvaldo da Silva Alves morreu, na madrugada desta terça-feira, no Hospital Miguel Arraes, no Paulista. O jovem foi baleado por um policial militar enquanto protestava com outros estudantes contra a violência em Itambé, na Mata Norte de Pernambuco. O corpo dele será velado ainda nesta terça, na quadra municipal da cidade. Nesta quarta, haverá o enterro no cemitério municipal, às 16h. A família adiantou que acionará a Justiça pedindo reparação ao Estado pelo que aconteceu. O Governo de Pernambuco, por sua vez, já determinou à Procuradoria Geral do Estado (PGE) que entre em contato com os familiares para estabelecer as medidas de reparação necessárias.

“Lamento profundamente o falecimento de Edvaldo. Sabemos que nada pode reparar a perda de uma vida, mas determinei a busca de meios jurídicos para encontrarmos a indenização adequada junto à família. E, ao mesmo tempo, já cobrei, no âmbito da Polícia Militar e da Secretaria de Defesa Social (SDS), que a apuração deste lamentável episódio seja finalizada”, afirmou Paulo Câmara.

O procurador-geral do Estado, César Caúla, explicou que, independentemente do andamento das investigações, a Constituição permite ao Governo de Pernambuco indenizar a família com base na responsabilidade objetiva. “O Estado pode ser responsabilizado. O que nós vamos estudar é exatamente qual a possibilidade, diante dos parâmetros que a jurisprudência já estabelece, de reparação à família. Desde o primeiro momento, houve a determinação do Estado e foram abertos os procedimentos de investigação, tanto no âmbito da Polícia Civil quanto na investigação disciplinar. Enquanto os processos se aproximam de suas conclusões, vamos conversar com os familiares para encontrar uma reparação adequada”, destacou Caúla.

Através de nota oficial à imprensa, o Governo de Pernambuco reafirmou que fará o que estiver ao seu alcance para que todo o episódio seja esclarecido e que a Justiça seja feita, ressaltando o  compromisso de desautorizar e impedir qualquer abuso de força por parte das polícias do Estado.

PROTESTO

Os estudantes protestavam porque, em menos de uma semana, quatro ônibus escolares tinham sido assaltados. Os comerciantes também se queixavam de assaltos e por isso estavam fechando as portas dos estabelecimentos mais cedo. O protesto aconteceu na PE-75 e durou mais de oito horas. Itambé só tem três policiais para atender toda a população.

 

Do Diário de Pernambuco

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