IF Sertão-PE promove a 1ª Semana Inclusiva do campus Serra Talhada

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Realizada nos dias 03 e 04 de novembro, a 1ª Semana Inclusiva do campus Serra Talhada do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE) foi marcada pela expressiva participação de alunos e servidores. Durante os dois dias de evento, os participantes assistiram a palestras, debates e tiveram a oportunidade de experimentar algumas sensações que as pessoas com deficiência sentem.

Na cerimônia de abertura, o grupo de xaxado dos alunos na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) se apresentou, mostrando um pouco da cultura serratalhadense. Em seguida a professora de LIBRAS do campus Serra Talhada, Ana Paula Cândido, ministrou uma palestra sobre artefatos culturais do povo surdo. Para ela, o momento foi importante, pois fez com que os participantes saíssem de sua zona de conforto e se questionassem se estão sendo inclusivos e promovendo a acessibilidade. “É interessante fazer com que nós mesmos nos perguntemos se estamos sendo acessíveis. Quando falo de acessibilidade, me refiro não só a arquitetônica, e nem comunicacional, mas também atitudinal. Precisamos estar abertos a mudanças, respeitar e fazer a diferença. Todas as pessoas, sendo com deficiência ou não merecem ser respeitadas”, salientou a professora.

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Ainda na quinta-feira a professora Silene Caxias, falou a respeito da autoestima das pessoas com deficiência e ministrou uma oficina de braile. Alguns participantes se surpreenderam pelo fato de Silene ser cega e ter mostrado que mesmo com a limitação visual que possui não a impede de trabalhar ou viajar sozinha, por exemplo. Na sexta-feira, todos puderam ouvir diversos profissionais que foram convidados para compartilhar experiências. Um deles, José Walter Carvalho, contou um pouco sobre o projeto que desenvolve na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). Segundo ele, o diálogo entre instituições no tocante à pessoa com deficiência é o mais positivo nesse tipo de evento. “Eu trouxe a realidade do que tem sido feito nos cursos de saúde da Universidade, porém inclusão não se limita apenas ao contexto de saúde. Se antigamente as pessoas com deficiência estavam trancadas dentro de suas casas por vergonha ou pela não consciência que são seres de possibilidades, hoje elas saem, estão no mercado de trabalho, por isso faz-se importante em todos os ambientes  a prática profissional inclusiva”, destacou.

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Para finalizar, o professor Antonio Cardoso discutiu com os presentes acerca da acessibilidade da pessoa surda no Ensino Superior. Aluna do curso de logística do campus, Joelma Timóteo, mostrou-se entusiasmada com o evento. “Foi ótimo participar e ter esse contato com pessoas com deficiência. Com certeza isso contribui para minha vida pessoal e futuramente como profissional”, concluiu a estudante.

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