Joesley Batista confirma à PF declarações sobre Temer e Rocha Loures

 

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O empresário, Joesley Batista, da JBS, prestou depoimento à Polícia Federal, na manhã dessa sexta-feira (16), em Brasília. O empresário falou no inquérito que investiga o presidente Michel Temer e o ex-deputado e ex-assessor dele Rodrigo Rocha Loures. Joesley Batista confirmou o que tinha dito sobre os dois na delação premiada à Procuradoria-Geral da República.

O interrogatório foi na sede da Polícia Federal em Brasília. Joesley Batista confirmou os depoimentos anteriores e deu mais detalhes sobre informações já passadas ao Ministério Público, na delação premiada.

Segundo o advogado do empresário, Joesley voltou a falar sobre o repasse de dinheiro para Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial do presidente Michel Temer. E que o dinheiro também iria para Temer.

Na delação, Joesley disse que Loures foi indicado por Temer para atuar junto ao governo em favor do grupo JBS. A indicação está na conversa com o presidente no Palácio do Jaburu gravada por Joesley Batista no dia 7 de março.

Joesley: Eu não vou lhe incomodar, evidente, se não for algo assim.
Joesley: Eu sei disso. Por isso é que… É o Rodrigo? Ah, então ótimo.
Joesley: Eu prefiro combinar assim, se for alguma coisa que eu precisar e tal, eu falo com o Rodrigo. Se for algum assunto desse tipo aí.

Joesley disse que a partir dessa conversa foi feita a negociação com Rocha Loures para garantir a apoio no Cade na assinatura de um contrato com a Petrobras de fornecimento de gás à usina termelétrica do grupo em Cuiabá.

O diretor da J&F Ricardo Saud explicou em depoimento de delação premiada feito em maio ao Ministério Público como se deu o acordo com Rocha Loures.

Saud: Eu falei “Não, mas então vamos fazer isso pra 25 anos. Tem como fazer um contrato pra 25 anos”. Ele falou “Não, 25 anos eu já estou estudando, nós vamos fazer pra 30 anos”. Eu peguei e falei “Pô, isso aí é uma aposentadoria pro Michel. Uma aposentadoria pra você e pra ele. Vocês não vão mais ter dificuldade”.

O valor acertado foi de R$ 500 mil por semana. Numa ação controlada pela Polícia Federal, Loures foi filmado recebendo a primeira parcela do repasse, entregue em uma mala que ele colocou em um táxi. A Petrobras, no entanto, não aceitou fazer o contrato nos termos propostos pela J&F.

Rocha Loures está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Temer e Rocha Loures são investigados por corrupção passiva, obstrução de justiça e organização criminosa. A Polícia Federal deve concluir o inquérito até domingo (18) e passar o caso para o Supremo Tribunal Federal.

Depois disso, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, terá cinco dias para se pronunciar. Se ele apresentar a denúncia, o que deve acontecer a partir do dia 26 de junho, o caso seguirá para a Câmara dos Deputados. São necessários os votos de pelo menos 342 dos 513 deputados para abrir processo contra Temer. (G1)

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