Mutirão no Hospital das Clínicas descarta microcefalia em 57 bebês

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O mutirão de atendimento a crianças com suspeita de microcefalia realizado no Hospital das Clínicas, na Cidade Universitária, na Zona Oeste do Recife, nessa quarta-feira (30), terminou com 57 casos descartados em bebês com idades entre dois meses e um ano. Já a malformação cerebral foi confirmada em 11 crianças — do total de 72 atendidas na ação promovida pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

(Correção: ao ser publicada, esta reportagem errou ao informar que o mutirão resultou em 63 casos descartados, oito confirmados e um em investigação. A informação, passada pela Secretaria Estadual de Saúde, foi retificada no início da noite. O erro foi corrigido às 18h52.)

Enquanto os bebês que tiveram a microcefalia confirmada são encaminhados para os serviços de referência, as crianças nas quais a malformação foi descartada continuam com o acompanhamento de saúde normal na puericultura, que são os cuidados médicos e nutricionais destinados aos pequenos. O mutirão contemplou crianças de 20 municípios da Região Metropolitana do Recife e da Zona da Mata de Pernambuco.

Três casos continuam em investigação e uma das mães desistiu de esperar o atendimento. Durante o mutirão, foram feitas 18 tomografias, 10 coletas de sorologia para zika, 25 ‘testes da orelhinha’ e cinco coletas do líquido cefalorraquidiano.

De acordo com a SES, cerca de 50 profissionais participaram do mutirão, que ofereceu avaliação com neuropediatra e outros profissionais de saúde, além de exames de imagem e de sangue para concluir o diagnóstico. Os bebês também tiveram acesso a profissionais de fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e serviço social. Ainda na ocasião, as crianças tiveram a caderneta de vacinação avaliada.

Este foi o 9º mutirão de atendimentos às crianças notificadas como casos suspeitos de microcefalia realizado em Pernambuco. Segundo a SES, 728 crianças foram atendidas nessas ações. O estado tem o menor número de casos suspeitos de microcefalia em investigação no Brasil (11%). (G1)

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