Número de cliente de planos odontológicos cresce em Pernambuco, apesar da crise econômica

dentista

 

 

 

Entre janeiro de 2016 e o primeiro mês de 2017, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) registrou em Pernambuco uma queda de 1,9% no número de clientes de planos de saúde de assistência médica. Apesar da crise econômica, no mesmo período, cresceu 11,5% a quantidade de pessoas que contrataram serviços de assistência odontológica.

Essa tendência registrada entre clientes de planos de saúde em Pernambuco segue uma tendência nacional. Atualmente, cerca de 2,2 milhões de pernambucanos e mais de 69 milhões de brasileiros estão cadastrados em planos médicos, de acordo com dados ANS.

No estado, no entanto, o aumento do número de pessoas que usam os planos de dentista foi maior. No Brasil, a quantidade de clientes de planos odontológicos cresceu 4,85%, na comparação entre o primeiro mês de 2016 e 2017.

De acordo com a presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Solange Mendes, a admissão de um plano de saúde depende da situação financeira dos usuários. Segundo ela, dois fatores são essenciais para a contratação: renda e emprego. “O mercado de planos exclusivamente odontológicos aponta tendência de crescimento para o ano de 2017 devido ao preço baixo das mensalidades e por haver uma melhora acentuada na prestação desses serviços”, observou.

Em Pernambuco, essa evolução ficou evidenciada desde o fim de 2016. O crescimento registrado em contratos odontológicos foi de 2,2%, entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, segundo a ANS. Para a coordenadora executiva da Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde em Pernambuco (Aduseps), Renê Patriota, não é possível comemorar esse aumento.

“Com os preços altos de assistências médicas gerais, os clientes acabam optando por contratar um plano apenas odontológico para não ficar sem um auxílio privado. Entretanto, com aumento da demanda, é preciso que as empresas que prestam essas assistências mantenham a qualidade. comenta.

Reflexo da diminuição de renda e do aumento do desemprego, a ANS apontou na quinta-feira (16) uma redução de 192,2 mil beneficiários em plano de assistência médica, entre dezembro de 2016 a janeiro de 2017, em todo o país. Segundo Solange Mendes, há uma maior conscientização do consumidor em relação à necessidade da promoção da saúde bucal. Por isso, houve esse crescimento.

“Para que haja recuperação do setor, é necessária a retomada das atividades econômicas, a volta das vagas formais de emprego e, consequentemente, o acesso ao plano de saúde”, declarou Mendes.

Do G1

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