PE aumenta de três para sete número de equipes de combate a roubos

Sede do Depatri (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

 

 

 

A partir de novembro, Pernambuco terá sete equipes de combate a roubos e furtos, quatro a mais que as existentes até então. Dos novos grupos, compostos por delegados, escrivães e agentes, dois vão atuar no Agreste e dois foram formados para atendimento no Sertão. O anúncio foi feito pela Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) em uma reunião com envolvidos na prevenção, repressão e investigações de roubos e furtos, sobretudo a bancos e carros-forte.

Esse aumento de forças visa reforçar o trabalho desenvolvido pelas três equipes permanentes de investigação da Delegacia de Roubos e Furtos, localizada no Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste da capital. Ações integradas com a inteligência da SDS-PE e a Polícia Militar de Pernambuco também serão realizadas.

O chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Antônio Barros, explica que os sete novos delegados vão trabalhar também pautados pelas análises dos dados da base da inteligência, ficam sob a responsabilidade do Centro Integrado de Inteligência e Defesa Social (Ciids).”Vamos atuar em todo o estado, desde as ocorrências da Região Metropolitana, também no Agreste e no Sertão. Todos vão estar em alinhamento de investigação com a Delegacia de Roubos e Furtos”, ressalta.

Equipes táticas da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil, da Companhia Independente de Operações Especiais (Cioe) e do Batalhão Especializado em Policiamento do Interior (Bepi), da Polícia Militar, além do Grupo Tático Aéreo, também integram esse reforço.

O trabalho conjunto com a Polícia Militar segue a orientação do novo secretário, Angelo Gioia. “A gente precisa frear e estancar esse tipo de ação no estado de Pernambuco. É uma determinação do novo secretário para mim e para o comandante da Polícia Militar, para aumentar a capacidade de resposta dessas ocorrências de assaltos bancos e a carros fortes”, aponta o chefe da Polícia Civil.

Barros ressalta ainda que o trabalho de inteligência vai auxiliar a enfrentar essas quadrilhas especializadas em assaltos a banco, que vem investindo em armamentos especializados e explosivos. “As ações dessas quadrilhas são interestaduais, até mesmo para dificultar as investigações. Você pode ver que a ocorrências em todo o país”, lembra.

Caso mais recente
Na madrugada desta quarta-feira (26), bandidos invadiram o Shopping Costa Dourada, às margens da PE-60, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, e arrombaram caixas eletrônicos. De acordo com informações do 18º Batalhão da Polícia Militar, os terminais de autoatendimento são da Caixa Econômica Federal. A Polícia Federal, que investiga crimes contra agências de bancos públicos da União, revelou que vigilantes foram feitos reféns e liberados em seguida.

O crime aconteceu às 4h. Seis homens armados e encapuzados usaram explosivos para abrir quatro caixas. Os ladrões espalharam grampos no estacionamento do centro de compras e na Rodovia PE-60, que dá acesso ao shopping. Segundo a Polícia Militar, a ação foi praticada por um grupo de quatro a seis homens armados, que estavam encapuzados.

Não houve troca de tiros com seguranças do centro de compras. Eles chegaram em um carro branco e tentaram arrombar entrada dois do shopping. Quando perceberam que aquele não era o acesso à área onde fica a agência, dirigiram-se à entrada dois. Para abrir o portão, os assaltantes teriam batido com o automóvel em que haviam chegado. Ao entrar no prédio, eles colocaram um carrinho de compras para deixar a porta aberta enquanto explodiam os terminais e levavam o dinheiro. Uma loja perto da agência ficou destruída.

A assessoria de comunicação do shopping informou que a segurança era feita por oito vigilantes, que teriam sido avisados pelo alarme do sistema de vigilância interno do prédio. Em seguida, chamaram a polícia, que afirmou ter tido dificuldade para chegar por causa dos grampos espalhados na pista de acesso ao shopping. No momento da fuga, os bandidos deixaram o carro no estacionamento e saíram em outro veículo, que já os aguardava do outro lado da rodovia. Os militares, policiais federais e peritos foram ao local.

Dados
Segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS), de janeiro a setembro, foram registradas 40 ocorrências desse tipo, o que dá uma média de pelo menos um caso por semana. O número representa um aumento de 17% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o poder público contabilizou 34 roubos com uso de explosivos.

Em julho, a alta frequência de roubos a instituições financeiras fez as polícias Civil, Militar e Federal criarem uma força-tarefa com o objetivo de dar mais eficiência à resolução desses casos. Segundo a SDS, desde então, nove pessoas foram presas suspeitas de participação em quadrilhas especializadas nesse tipo de crime. Desde o início do ano, 80 foram detidas. (G1)

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