Pernambuco é o estado com mais prefeitos à reeleição, Serra Talhada é um exemplo

Luciano

 

 

 

Pernambuco é o estado brasileiro em que mais prefeitos serão candidatos à reeleição Levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostra que apenas 10,94% dos 128 gestores municipais que podem concorrer desistiram da reeleição no Estado. A grande maioria (88,28%) está disposta a disputar mais quatro anos mesmo em meio à crise, mostra a pesquisa. O principal exemplo é o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB).

O comportamento dos prefeitos pernambucanos vai de encontro ao identificado no resto do País. Na média nacional, o número de candidatos a reeleição é o menor das últimas três eleições municipais. No País, 23,3% dos políticos desistiu de tentar um novo mandato. Mais de um terço deles alegaram dificuldades de gestão como a justificativa para evitarem as urnas.

A regra nacional é que a crise está levando os prefeitos a desistirem a desistirem. Por causa das desonerações fiscais, em quatro anos você perdeu o equivalente a um ano do que seria arrecadado com IPI e Imposto de Renda”, explicou o prefeito de Cumaru, Eduardo Tabosa (PSD), primeiro secretário da CNM. “Você soma a isso a queda de receita própria e nos programas federais que a União transfere para os municípios. Você vê programas que não tiveram nem a reposição da inflação. Isso também desestimula”, argumentou.

A pesquisa da CNM mostra, porém, que a desistência entre os prefeitos é maior nas regiões Sul e Sudeste. No Nordeste e Norte, onde os políticos estão mais acostumados a gerir cidades com menos recursos, os gestores têm mais interesse em continuar nos cargos. Isso pode ajudar a explicar os índices de Pernambuco, embora a CNM ressalte que o arrocho é mais duro nas cidades menores, que dependem mais dos repasses federais.

Prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), é um dos exemplos que se encaixa neste quesito. Com três  anos de gestão sofrível, o prefeito acumulou nos últimos seis meses todas as entregas de ações do seu governo, numa clara demonstração da tentativa de reeleição, na busca de que nestes próximos quatro anos se recupere, ou mesmo como comenta-se no meio político local, tente catapultar-se nos dois primeiros anos de  uma nova gestão para candidatar-se a deputado, mas, de acordo com analistas, a empreitada não será assim tão fácil.

Também vai pela questão local. O prefeito sabe que não fez uma boa gestão, mas tem um desejo de persistir. E não quer entregar a gestão a oposição sem cumprir aquilo o que prometeu”, afirmou Tabosa. “Mas não vai sair tão fácil da crise. As nossas perspectivas mostram que o ano de 2017 está praticamente perdido. Em 2018, vão ter eleições nacionais e estaduais, então a partir de maio você não vai ter mais transferências nem federais, nem estaduais”, lembrou.

A reeleição, porém, ainda vai ser um desafio. Em 2012, apenas 55% dos 2,7 mil prefeitos que tentaram um novo mandato saíram vitoriosos das urnas. Foi a mais baixa taxa de reeleição de prefeitos desde que o mecanismo foi autorizado no Brasil.

 

Do NE10

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