Pesquisa estabelece relação entre problemas linfáticos e chikungunya

Mosquito é transmissor da Zica, Dengue e Chikungunya (Foto: Divulgação/ Uenf)

 

 

Uma pesquisa inédita determinou que há uma relação entre problemas linfáticos e a chikungunya. Especialistas do Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) perceberam linfedema agudo e trombose venosa nas pernas de pacientes durante a fase mais latente da arbovirose.

Ao fim da primeira fase da pesquisa, foi confirmado que 61,6% dos casos apresentaram problemas na circulação linfática. O próximo passo do estudo é refazer os exames nos 23 pacientes para descobrir se tais acometimentos persistem.

Na sua primeira fase, que durou de março a junho deste ano, o estudo “Complicações vasculares na febre Chikungunya” analisou portadores de edemas nos membros inferiores. Todos as pessoas foram submetidas a avaliações clínicas, exames laboratoriais, ecocardiograma transtorácico, linfocintigrafia e ultrassonografia.

“Essas pessoas procuraram o ambulatório do HC com edemas nas pernas. Elas apresentavam calor nas pernas e uma vermelhidão. Começamos a notar uma ligação entre esses problemas e o fato de elas estarem na fase aguda da arbovirose. Porém, tiramos da pesquisa qualquer paciente que havia apresentado algum desses acometimentos anteriormente”, pontua pesquisadora e cirurgiã vascular da unidade de saúde, Catarina Almeida.

Segundo ela, os pesquisadores vão repetir todo o estudo dos vasos linfáticos fora da fase aguda da doença. “Queremos saber se é algo permanente ou um problema que aparece apenas na fase aguda da chikungunya”, adiantou.

No entanto, ainda não há uma previsão de conclusão do estudo. O grupo formado por médicos dos serviços de cirurgia vascular e de medicina nuclear do HC, além dos especialistas em cardiologia Monica Becker e Roberto Buril, ainda pretende entender por que a chikungunya causa tais problemas.

“Não vamos encerrar por aqui, ainda vamos continuar recebendo pacientes no ambulatório. Queremos entender o motivo, ainda ficarão perguntas sem respostas. É importante porque com isso podemos antecipar e orientar tanto como trata-los durante a doença quanto preveni-los”, concluiu. (G1)

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