Polícia Federal de PE deflagra ação contra fraude no saque de FGTS

Operação da PF contra fraudes em saques do FGTS foi feita em três estados (Foto: Ascom PF)

 

 

 

 

A Polícia Federal deflagrou, na manhã dessa quarta-feira (19), uma operação para desmantelar uma organização suspeita de fraudes no saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O grupo, que atuava nos estados de Pernambuco, Sergipe e Maranhão, tentou resgatar mais de R$ 3 milhões em valores indevidos, segundo a PF. O prejuízo financeiro aos cofres públicos confirmado, no entanto, já chega a R$ 800 mil. Quatro mandados de prisão e seis de busca e apreensão foram cumpridos.

Segundo a PF, a quadrilha mantinha um esquema de saques irregulares. Assim, conseguia  aliciar pessoas para realizar retiradas indevidas em nome de terceiros em Pernambuco, Maranhão e Sergipe. Os agentes federais da Operação ‘Demara’ cumpriram quatro mandados de prisão preventiva na capital pernambucana.

Os dois líderes do esquema, segundo a PF, estavam no Aeroporto Internacional do Recife. Eles desembarcaram no terminal e vinham de São José dos Campos, no interior de São Paulo. Os federais também cumpriram seis mandados de busca e apreensão em Caruaru, no Agreste pernambucano, na UR-10, no Ibura, na Zona Sul do Recife, e no bairro de Afogados, na Zona oeste do Recife.

De acordo com a PF,  grupo usava documentos falsos e informações indevidas enviadas à Caixa Econômica Federal, por meio do aplicativo web do Sistema Conectividade Social. Informava supostas demissões de empregados, envolvendo dezenas de empresas.

A investigação teve início no ano de 2015. A PF descobriu que participavam do esquema estelionatários contumazes, com longos históricos criminais de resgates indevidos de benefícios previdenciários, clonagens de cartões de créditos, empréstimos fraudulentos em instituições financeiras.

Os integrantes da organização criminosa serão responsabilizados pelos crimes de estelionato qualificado e associação criminosa. Caso sejam condenados, podem pegar penas de até 20 (vinte) anos de reclusão.

Após fazer exame de corpo de delito, os presos serão levados para a audiência de custódia e poderão ser soltos para responder os crimes em liberdade ou encaminhados para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna, em Abreu e LIma, no Grande Recife.

O nome
O nome da operação teve inspiração em Ferdinand Waldo Demara Jr. Conhecido como “O Grande Impostor”, o americano nascido em Lawrence, Massachusetts, adotou diversas identidades falsas, apresentando-se como médico de um navio, engenheiro civil, vice-xerife, assistente diretor de prisão, doutor em psicologia aplicada, advogado, editor, pesquisador de câncer e professor. (G1)

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