Réu levanta suspeitas contra noiva de promotor assassinado em Itaíba

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Em interrogatório que acontece durante o julgamento dos acusados da morte do promotor Thiago Faria Soares, o réu José Maria Rosendo, apontado como o mandante do crime, negou qualquer envolvimento no assassinato. Ele voltou a levantar suspeitas contra Mysheva Martins, noiva da vítima, assassinada em Itaíba, no Agreste, em 2013. O depoimento foi feito nesta quarta-feira (26), terceiro dia de sessões no Fórum Artur Marinho, na sede da Justiça Federal, na Zona Oeste do Recife.

No depoimento, o réu também admitiu desavenças com a família Martins e citou que um ex-namorado de Mysheva teria sido traído e poderia ter motivos para cometer o crime. As duas hipóteses foram descartadas na investigação da Polícia Federal.

Zé Maria Rosendo se disse inocente. “Eu estou sendo julgado. Quero ser absolvido e solto. Mas o que eu mais queria é que houvesse justiça. Se eu for condenado ou absolvido, haverá impunidade. Queria muito que houvesse outras investigações para que o verdadeiro mandante e o verdadeiro culpado fossem presos. Estamos pagando por uma coisa que nenhum da gente deve”, afirmou.

Ele respondeu a questionamentos da acusação. Enquanto José Maria falava no tribunal do júri, os outros dois réus aguardavam do lado de fora. Eles serão interrogados em seguida.

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Zé Maria de Mané Pedo, como é conhecido, admitiu que tinha uma rivalidade com o pai de Mysheva Martins, desde 1984, mas que nunca tentou contra a vida de nenhum familiar deles.

Ele disse que explorava três fontes de água na Fazenda Nova, onde vivia desde 2007, e que ganhava entre R$ 150 e R$ 200 por cada frete que fazia entregando água em seu carro-pipa.

Zé Maria também declarou que não queria sair da Fazenda Nova, mas garantiu que não ofereceu resistência. “Eu não vou dizer que eu queria sair, porque eu estava morando ali. Eu não vou dizer que achei bom. Mas não tive resistência nenhuma. É porque os advogados tinham entrado com recurso”, ponderou.

O réu admitiu que tinha três armas na fazenda, todas registradas – um rifle, uma espingarda 12 e uma pistola 380. A acusação declarou que o réu foi citado na CPI da Pistolagem. O acusado, porém, disse que nunca chegou a ser ouvido sobre o assunto. Ele também negou que ele ou qualquer um de seus funcionários tenham ameaçado o promotor Thiago Faria Soares.

O testemunho de José Maria durou em torno de cinco horas e terminou por volta das 14h50. A previsão é que o interrogatório dos três réus programada para esta quarta-feira se estenda até a noite. Na quinta-feira (27), acontecem os debates finais. O veredicto deverá ser conhecido na madrugada de quinta para sexta-feira (28).

Júri
O julgamento, que tem como réus José Maria Pedro Rosendo Barbosa, Adeildo Ferreira dos Santos e José Marisvaldo Vitor da Silva, começou com duas horas e meia de atraso na segunda-feira (24). A sessão teve início após os advogados entrarem com recursos para adiar o julgamento, que não foram aceitos.

Por falta de advogado, o quarto réu, José Maria Domingos Cavalcante, teve seu julgamento adiado para o dia 12 de dezembro deste ano. Os quatro são acusados pelos crimes de homicídio doloso e pela tentativa de homicídio contra Mysheva e seu tio, Adautivo Elias Martins.

A decisão da Justiça sobre a pronúncia dos réus saiu no dia 17 de abril de 2015. O sorteio dos jurados que atuam na sessão aconteceu no dia 12 de setembro de 2016, às 10h, na sala de audiências da 36ª Vara Federal.

Na entrada do fórum, a mãe do promotor, Maria do Carmo Soares, que sempre evitou falar sobre o assunto, fez um desabafo, falando sobre a dor que ainda sente. O depoimento que abriu a sessão foi o de Mysheva, que falou na condição de vítima.

Em sua fala, ela citou a compra de uma fazenda como o principal motivo da desavença que teria levado à morte do promotor, em outubro de 2013. Ela estava no carro com Thiago no momento do atentado. “Eu estou viva porque Deus existe”, declarou emocionada.

O quinto acusado, Antônio Cavalcante Filho, está foragido. Por isso, o processo dele foi desmembrado para não prejudicar o andamento do caso.

Em interrogatório que acontece durante o julgamento dos acusados da morte do promotor Thiago Faria Soares, o réu José Maria Rosendo, apontado como o mandante do crime, negou qualquer envolvimento no assassinato. Ele voltou a levantar suspeitas contra Mysheva Martins, noiva da vítima, assassinada em Itaíba, no Agreste, em 2013. O depoimento foi feito nesta quarta-feira (26), terceiro dia de sessões no Fórum Artur Marinho, na sede da Justiça Federal, na Zona Oeste do Recife.

No depoimento, o réu também admitiu desavenças com a família Martins e citou que um ex-namorado de Mysheva teria sido traído e poderia ter motivos para cometer o crime. As duas hipóteses foram descartadas na investigação da Polícia Federal. [Veja vídeo acima]

Zé Maria Rosendo se disse inocente. “Eu estou sendo julgado. Quero ser absolvido e solto. Mas o que eu mais queria é que houvesse justiça. Se eu for condenado ou absolvido, haverá impunidade. Queria muito que houvesse outras investigações para que o verdadeiro mandante e o verdadeiro culpado fossem presos. Estamos pagando por uma coisa que nenhum da gente deve”, afirmou.

Ele respondeu a questionamentos da acusação. Enquanto José Maria falava no tribunal do júri, os outros dois réus aguardavam do lado de fora. Eles serão interrogados em seguida.

Zé Maria de Mané Pedo, como é conhecido, admitiu que tinha uma rivalidade com o pai de Mysheva Martins, desde 1984, mas que nunca tentou contra a vida de nenhum familiar deles.

Ele disse que explorava três fontes de água na Fazenda Nova, onde vivia desde 2007, e que ganhava entre R$ 150 e R$ 200 por cada frete que fazia entregando água em seu carro-pipa.

Zé Maria também declarou que não queria sair da Fazenda Nova, mas garantiu que não ofereceu resistência. “Eu não vou dizer que eu queria sair, porque eu estava morando ali. Eu não vou dizer que achei bom. Mas não tive resistência nenhuma. É porque os advogados tinham entrado com recurso”, ponderou.

O réu admitiu que tinha três armas na fazenda, todas registradas – um rifle, uma espingarda 12 e uma pistola 380. A acusação declarou que o réu foi citado na CPI da Pistolagem. O acusado, porém, disse que nunca chegou a ser ouvido sobre o assunto. Ele também negou que ele ou qualquer um de seus funcionários tenham ameaçado o promotor Thiago Faria Soares.

O testemunho de José Maria durou em torno de cinco horas e terminou por volta das 14h50. A previsão é que o interrogatório dos três réus programada para esta quarta-feira se estenda até a noite. Na quinta-feira (27), acontecem os debates finais. O veredicto deverá ser conhecido na madrugada de quinta para sexta-feira (28).

Júri
O julgamento, que tem como réus José Maria Pedro Rosendo Barbosa, Adeildo Ferreira dos Santos e José Marisvaldo Vitor da Silva, começou com duas horas e meia de atraso na segunda-feira (24). A sessão teve início após os advogados entrarem com recursos para adiar o julgamento, que não foram aceitos.

Por falta de advogado, o quarto réu, José Maria Domingos Cavalcante, teve seu julgamento adiado para o dia 12 de dezembro deste ano. Os quatro são acusados pelos crimes de homicídio doloso e pela tentativa de homicídio contra Mysheva e seu tio, Adautivo Elias Martins.

A decisão da Justiça sobre a pronúncia dos réus saiu no dia 17 de abril de 2015. O sorteio dos jurados que atuam na sessão aconteceu no dia 12 de setembro de 2016, às 10h, na sala de audiências da 36ª Vara Federal.

Na entrada do fórum, a mãe do promotor, Maria do Carmo Soares, que sempre evitou falar sobre o assunto, fez um desabafo, falando sobre a dor que ainda sente. O depoimento que abriu a sessão foi o de Mysheva, que falou na condição de vítima.

Em sua fala, ela citou a compra de uma fazenda como o principal motivo da desavença que teria levado à morte do promotor, em outubro de 2013. Ela estava no carro com Thiago no momento do atentado. “Eu estou viva porque Deus existe”, declarou emocionada.

O quinto acusado, Antônio Cavalcante Filho, está foragido. Por isso, o processo dele foi desmembrado para não prejudicar o andamento do caso.

 Entenda o caso

O crime ocorreu em 14 de outubro de 2013. O promotor Thiago Faria Soares foi morto quando seguia de Águas Belas para Itaíba, cidade onde trabalhava, no Agreste de Pernambuco. Mysheva Freire Ferrão Martins, noiva do promotor na época, e Adautivo Martins, tio dela, também estavam no mesmo veículo, mas não foram atingidos pelos disparos.

A motivação, segundo a PF, envolveu uma disputa pelas terras da Fazenda Nova. O fazendeiro José Maria Barbosa perdeu a posse para a noiva do promotor, em um leilão da Justiça Federal, e teve que deixar o imóvel.

Em entrevista exclusiva à TV Globo, na época do crime, o fazendeiro negou ter cometido o homicídio. A Polícia Civil, que iniciou as investigações, apontou que Barbosa teria contratado o cunhado, Edmacy Ubirajara, para matar Thiago Faria. Ubirajara chegou a ser preso, mas foi liberado.

A investigação do homicídio foi transferida para a Polícia Federal em 13 de agosto de 2014, a pedido do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a investigação da morte do promotor saiu das mãos da Polícia Civil e passou a ser de responsabilidade da PF.

Na última sexta-feira (21), Mysheva disse, em entrevista à TV Globo, que, desde que o crime aconteceu, a vida dela “se transformou num filme de terror”. “A cidade inteira de Águas Belas sabe o bandido que Zé Maria de Mané Pedro é. O monstro que ele é e o inferno que ele tornou a minha vida”, reiterou. (G1)

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