Sindicato aponta 244 investidas contra bancos este ano em Pernambuco

Explosões a caixas eletrônicos localizados fora das agências lidera estatística / Reprodução/Rádio Jornal

 

 

 

 

O Sindicato dos Bancários de Pernambuco apresentou, nesta sexta, levantamento de ocorrências violentas em bancos no Estado. Conforme apurado pela entidade, de 1º de janeiro a 27 de outubro, foram registradas 244 investidas do tipo. Destaque para o número de ataques a terminais de autoatendimento instalados fora das agências: 128 casos. Os dados ainda indicam 12 assaltos a agências, cinco sequestros de funcionários, 27 explosões, e 13 arrombamentos, além de 18 ataques a unidades dos Correios, 36 ações em casas lotéricas e cinco explosões de carros-fortes.

As ações dos criminosos aconteceram em 37 municípios de todas as regiões. “O levantamento foi feito cruzando dados da Secretaria de Defesa Social, da Polícia Civil e dos bancos”, explica o secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato, João Rufino. Também foi apurado junto ao Sindicato dos Vigilantes o roubo de 24 revólveres calibre 38, além de 216 munições e 18 coletes à prova de balas.

A pesquisa ainda indica que há 22 agências bancárias fechadas e 24 funcionamento apenas para negociações, por terem sido danificadas com o uso de explosivos (39) e maçarico (7). Conforme o sindicato, os bancos mais atacados são Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal(CEF), Bradesco e Santander.

“Não adianta o governo exigir que os bancos apresentem prazo para reabertura das agências, como está fazendo o Procon. Isso é maquiar sua incompetência com ações paliativas. O Estado precisa oferecer segurança. Em Condado, a agência já foi explodida quatro vezes. Há municípios com 25 mil habitantes e três policiais, é um absurdo”, afirma Rufino.

O sindicalista considera positiva a medida anunciada pelo governo de aumentar de três para sete o número de equipes que atuam no combate a roubos e furtos, a partir de novembro. “Mas a população não quer apenas ver policiais nas ruas, quer vê-los em ação”, salienta. “E essa equipe da Força-Tarefa (formada por policiais civis, militares, federais e rodoviários federais) deveria ter representante do Exército. De onde estão vindo esses explosivos? E esse armamento pesado que estão utilizando, como pistolas ponto 50?”.

SEQUESTRO

Rufino chama atenção para os danos sofridos por funcionários e familiares que estão sendo sequestrados. “Esta semana não houve apenas a ocorrência de Bezerros (quando o tesoureiro foi obrigado a entrar no banco para roubá-lo com um explosivo na perna e a família mantida refém). Aconteceu caso semelhante em Iati, no Sertão, mas só que lá o funcionário consumou o roubo”.

Segundo o sindicalista, há muitos funcionários sendo tratados por psiquiatras com sequelas dos sequestros. “E nem sempre o banco age com humanidade. Temos o caso de um que demitiu o funcionário em tratamento, por justa causa”.

 

Do JC Online

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