Taxa de desemprego em PE é a terceira maior do país, aponta PNAD

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O mercado de trabalho não está favorável para quem vive em Pernambuco. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e divulgada na última quarta (17), o estado tem a terceira maior taxa de desocupação entre os estados do Brasil, de 14%. O percentual fica atrás apenas do Amapá, com 15,8% da população desempregada, e da Bahia, com 15,4% da população sem trabalho.

Se comparada ao ano anterior, a taxa de pessoas desocupadas em Pernambuco entre os meses de abril e junho de 2016 é ainda maior. No mesmo período de 2015, o percentual de desempregados no estado era de 9,1. Para o professor de cenários econômicos Tiago Ribeiro, a estatística aumentou no segundo trimestre de 2016 por ser um período em que os desempregados já perderam o direito a receber auxílio financeiro durante o desemprego.

“Estamos falando de pessoas que não entraram nessa estatística antes por terem sido demitidas e estarem sujeitas a algum tipo de ajuda financeira quando ficaram desempregadas. Durante os últimos quatro, cinco ou seis meses, essas pessoas perderam o auxílio desemprego e voltaram a ser identificadas como pessoas sem renda”, explica.

Ainda segundo a pesquisa, o nível da ocupação, indicador que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar, também não apresenta bons resultados para o Nordeste. O percentual da região foi de 48,6%, abaixo da média nacional de 54,6%. Pernambuco também amarga a segunda pior colocação entre os estados do país, com apenas 46,6% da população com trabalho.

Para Ribeiro, esse é o resultado do mau desempenho dos setores automotivo e da construção civil, setores estratégicos para impulsionar a economia nacional. “A economia pernambucana gira em torno sobretudo do comércio e da prestação de serviços, mas quando o parque industrial do país está mal, todas as regiões e estados que vivem em torno do que acontece no país também vão mal”, esclarece.

Apesar dos números ruins, o professor ressalta a estabilidade na geração de emprego e de desemprego nos últimos três meses. “Os 14% só são expressivos quando comparamos ao mesmo trimestre de 2015. Se analisarmos cada um dos meses, é possível perceber que não tivemos um crescimento absurdo do desemprego”, pontua.

O especialista ainda prevê que o aumento da confiança no mercado de trabalho ocorrerá conforme a incerteza no cenário político do país diminuir. “Os megaempresários que não investiram dinheiro devido à insegurança política já poderão voltar a investir novamente quando houver um desfecho do processo de impeachment da presidente Dilma”, diz. Para Ribeiro, a economia deve retomar o fôlego no primeiro semestre de 2017. Até lá, será preciso segurar as pontas e agarrar as oportunidades.

 

Do G1

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