Bairro é entregue, escola não: obra de R$ 5 milhões no Vanete Almeida segue inacabada; confira detalhes
O Residencial Vanete Almeida I, em Serra Talhada, foi inaugurado na última sexta-feira (16), mas a entrega do bairro não veio acompanhada da infraestrutura completa prometida para atender as 902 famílias que irão residir no local. Entre as principais preocupações está a área da educação, já que a escola de 12 salas prevista para o residencial segue oficialmente em execução, longe de ser concluída.
Levantamento do Portal Júnior Campos aponta que a obra da unidade escolar, localizada na Rua Projetada 05, acesso principal, s/n, no próprio Residencial Vanete Almeida I, apresenta apenas 32,53% de execução, segundo dados atualizados do sistema oficial de acompanhamento de obras públicas.

A escola integra um projeto de Educação Básica – Ensino Fundamental, com estrutura planejada para 12 salas de aula, área total de 3.410,30 m² e custo unitário de R$ 1.487,88 por metro quadrado. O empreendimento é executado por meio de um termo de descentralização com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), convênio nº 202103125/2021, com valor pactuado de R$ 4.759.616,89.
O contrato foi assinado em 28 de dezembro de 2021, tendo como empresa responsável a EWG Serviços S/C, e atualmente soma 4 aditivos. As justificativas apresentadas citam dificuldades de mão de obra e de fornecimento de materiais, além da necessidade de adequações técnicas na planilha da obra. O prazo final de conclusão está previsto para 05 de junho de 2026.
Apesar de já ter recebido pagamentos que ultrapassam R$ 1,6 milhão, conforme registros entre 2022 e 2025, a última vistoria realizada em 9 de janeiro de 2026 manteve o status da obra como “em execução”.
Em entrevista recente, a prefeita de Serra Talhada reconheceu a ausência de uma unidade escolar em funcionamento no novo bairro e citou, como alternativa provisória, a possibilidade de absorver a demanda de alunos em escolas do bairro vizinho, Vila Bela. No entanto, a gestora não apresentou definição concreta sobre a oferta de transporte escolar nem sobre a inclusão do residencial na rota de transporte coletivo urbano, o que amplia a preocupação das famílias que irão ocupar o conjunto habitacional.
O caso expõe o descompasso entre a entrega habitacional e a conclusão dos equipamentos públicos essenciais para o funcionamento pleno do novo residencial.
Do Júnior Campos
