Raquel Lyra destaca relação com Lula, minimiza impacto de pesquisas e manda recado “gente ansioso”

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirmou em entrevista à CNN que a reconstrução da relação institucional com o governo federal tem sido fundamental para destravar obras e garantir investimentos no estado. Ao mesmo tempo, evitou antecipar qualquer definição sobre palanque presidencial em 2026, minimizou o peso de pesquisas eleitorais realizadas neste momento e enviou um recado claro ao cenário político local sobre o ritmo da disputa.

Relação com o governo Lula

Durante a entrevista, Raquel destacou que, logo no início do mandato, buscou restabelecer o diálogo com Brasília.

“Pernambuco perdeu muito quando deixou de ter uma articulação institucional com o governo federal. Desde o primeiro momento aqui estive ainda nos primeiros 10 dias de janeiro com o presidente Lula, colocando os maiores desafios de Pernambuco e pedindo para que a gente pudesse restabelecer uma relação federativa que permitisse destravar obras importantes no nosso estado.”

A governadora afirmou que a interlocução tem resultado em avanços para projetos estratégicos.

“Conseguimos ter a solidariedade, a generosidade do presidente Lula e de seus ministros. Temos obras relevantes como a construção da solução do metrô do Recife, a retomada da Transnordestina, o Arco Metropolitano.”

Ela também reforçou que o diálogo segue aberto:

“Temos um diálogo consistente e vamos continuar conversando.”

Apesar do reconhecimento à parceria institucional, Raquel evitou tratar de alinhamento eleitoral para 2026, mantendo o foco na gestão.

Pesquisas eleitorais e ritmo da disputa

Ao comentar levantamentos recentes sobre o cenário político em Pernambuco, a governadora afirmou que considera prematuro dar peso excessivo às pesquisas neste momento.

“Não é quando a gente faz pesquisas, essa pesquisa, a população, muita dela, grande parte dela nem sabe que haverá eleições esse ano. E a gente tem que ter um foco muito grande no que é o nosso trabalho de entrega.”

Em seguida, ao tratar das articulações políticas em curso, ela diferenciou o tempo da gestão do tempo das forças de oposição, em um recado indireto ao cenário adversário  que inclui o prefeito do Recife, João Campos (PSB), que recentemente se encontrou com o presidente Lula.

“Tem muita gente que tá muito ansioso para que haja respostas rápidas, mas o tempo muitas vezes de quem tá na oposição não é o tempo de quem tá no governo. Nosso foco é governar e construir alianças sólidas que possam favorecer a população do nosso estado.”

PSD e cenário partidário

Questionada sobre articulações partidárias e seu futuro político, Raquel também comentou sobre a movimentação envolvendo o PSD e destacou o tamanho do tabuleiro político em Pernambuco.

“Pernambuco tem uma quantidade muito grande de partidos políticos, e é natural que haja diálogo. A gente precisa construir alianças amplas, mas sempre com responsabilidade.”

A governadora evitou antecipar decisões formais, reforçando que qualquer definição será feita no tempo adequado.

Os trechos acima fazem parte da entrevista concedida pela governadora à CNN, na qual ela abordou temas como relação com o governo federal, cenário eleitoral, articulações partidárias e o ritmo da disputa política em Pernambuco.

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