Tribunal do Júri de Serra Talhada condena “Chave de Cadeia” a 26 anos de prisão; defesa consegue absolvição de “Pipita”
Em sessão realizada nesta terça-feira (23), o Tribunal do Júri da Comarca de Serra Talhada encerrou o julgamento de um dos crimes de maior repercussão na zona rural do município. O conselho de sentença decidiu pela condenação de Wellington Silvestre dos Santos, conhecido como “Chave de Cadeia”, e pela absolvição de Cirleide dos Santos Silva, a “Pipita”. O caso remonta a maio de 2023, quando José Jonoel Rodrigues dos Santos, o “Noé”, foi executado com múltiplos disparos de arma de fogo em sua residência.
A sessão foi presidida pelo magistrado Marcus César Sarmento Gadelha. Segundo os autos, o Ministério Público sustentou a tese de que o homicídio foi praticado por motivo torpe (vingança). Durante os debates em plenário, a defesa de Cirleide dos Santos Silva, conduzida pelo advogado Dr. Matheus Lima, defendeu a tese de negativa de autoria. O argumento foi acolhido pelos jurados, que decidiram pela absolvição da ré por insuficiência de provas de sua participação intelectual no crime. Com o veredito, o juiz expediu o alvará de soltura imediato para a acusada.
Já em relação a Wellington Silvestre dos Santos, o Conselho de Sentença reconheceu tanto a materialidade quanto a autoria delitiva. Na dosimetria da pena, o magistrado destacou a “personalidade distorcida e voltada à criminalidade violenta” do réu. A pena-base foi fixada em 24 anos devido à gravidade das circunstâncias.
Apesar da confissão espontânea feita pelo réu durante o julgamento, a pena final foi estabelecida em 26 anos de reclusão em regime inicialmente fechado. O magistrado negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade, enquanto Cirleide aguarda os trâmites para sua liberdade.

A atuação do advogado Matheus Lima foi decisiva para o desfecho favorável à Cirleide, conseguindo desvincular a ré das ações diretas do irmão.
