HOSPAM realiza primeiro parto normal com analgesia e celebra marco na humanização obstétrica

O Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães (HOSPAM) registrou um marco histórico em sua assistência obstétrica nesta semana. Pela primeira vez, a unidade realizou um parto normal com o uso de analgesia, técnica que garante o alívio da dor sem interromper o processo natural do nascimento.

Superando desafios médicos

O caso envolveu a paciente Fernanda, que deu à luz ao pequeno João Guilherme. De acordo com a Dra. Larissa Araújo, diretora clínica e obstetra do hospital, a situação apresentava complexidades: Fernanda sofria de hipertensão, o que frequentemente leva à indicação de uma cesariana.

Entretanto, a equipe optou por um caminho diferente. “Nós tratamos a paciente e a organizamos para a assistência ao parto normal”, explicou a médica. Quando o trabalho de parto atingiu 7 centímetros de dilatação e as dores se tornaram insuportáveis para a mãe, a equipe de anestesia foi acionada.

O papel da analgesia

O Dr. Heitor, médico anestesista e especialista em dor, foi o responsável pelo procedimento. Ele destacou que a intervenção foi crucial para que o trabalho de parto não fosse interrompido por exaustão materna.

“A analgesia deu o conforto necessário para que a paciente conseguisse concluir o trabalho de parto e dar à luz com segurança”, afirmou o especialista.

Relato de emoção e gratidão

Fernanda, agora puérpera, relatou que estava prestes a desistir do parto normal devido à intensidade das contrações. “Eu já estava prestes a desistir porque demorou um pouquinho, mas a Dra. Larissa teve a brilhante ideia de fazer o parto com anestesia. Depois disso, consegui trazer meu filho ao mundo”, comemorou.

Ela também elogiou o suporte de toda a equipe multidisciplinar, incluindo enfermeiros, técnicos e residentes que a acompanharam durante todo o processo.

Um novo passo para a região

A iniciativa reforça o compromisso do HOSPAM com o parto humanizado. Para a Dra. Larissa Araújo, a mudança na forma de nascer é um passo fundamental para a sociedade: “Antes de mudar o mundo, é preciso mudar a forma de nascimento”.

Com este primeiro procedimento bem-sucedido, o hospital abre portas para que mais mulheres tenham acesso a tecnologias que aliem segurança médica e conforto no SUS, transformando a experiência do nascimento em um momento de menos dor e mais protagonismo feminino.

 

DO Júnior Campos

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