Educação em Serra Talhada entra em estado de greve e apresenta pauta de reivindicações à Prefeitura

Em Assembleia Ordinária realizada nesta segunda-feira (13/04), no auditório da Câmara Municipal de Vereadores, os trabalhadores em educação de Serra Talhada, representados pelo SINTEST, deliberaram por unanimidade uma série de exigências voltadas à valorização profissional e ao cumprimento de direitos da categoria.

O resultado mais imediato do encontro foi a decretação de Estado de Greve, que permanecerá em vigor até o dia 27 de abril, data em que uma nova assembleia extraordinária avaliará o posicionamento da gestão municipal.

As principais reivindicações aprovadas:

A pauta encaminhada à prefeita Márcia Conrado e ao secretário de educação, Edmar Júnior, foca em ajustes salariais e progressões de carreira: Piso Salarial: Reajuste de 6% a ser implementado na folha de pagamento de abril de 2026, com o pagamento retroativo dos meses de janeiro, fevereiro e março no mesmo mêsPCCR e Auxiliares de Creche: Envio do projeto de reforma do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR) à Câmara até o dia 24/04/2026, garantindo a inclusão e o enquadramento dos auxiliares de crecheConcurso Público: Publicação do edital para novos profissionais da educação ainda no primeiro semestre deste ano (até junho)Progressões: Descongelamento imediato das progressões de carreira, com efetivação até maio de 2026 e pagamento retroativo.

Transparência e Precatórios do FUNDEF

A categoria também exige maior clareza na gestão dos recursos federais: FUNDEB 2025: Realização de audiência pública para esclarecer os demonstrativos mensais e verificar a existência de sobras para rateio entre os profissionaisPrecatórios do FUNDEF: O sindicato exige a aplicação correta dos recursos, incluindo obrigatoriamente os juros de mora na base de cálculo para o pagamento dos professores (60% sobre o montante total), seguindo o entendimento jurídico de que os juros possuem a mesma natureza do crédito principal.

Prazo e Possibilidade de Paralisação

O SINTEST enfatizou que a categoria busca o diálogo, mas estabeleceu o dia 24 de abril como prazo limite para que a prefeitura apresente respostas concretasCaso as propostas não sejam atendidas, os trabalhadores poderão deliberar pela deflagração de uma greve por tempo indeterminado na assembleia do dia 27.

“A greve não representa a vontade da categoria, que permanece aberta ao diálogo, mas espera que os pontos sejam tratados com sensibilidade e compromisso pela Gestão Municipal”, afirma o documento assinado pela presidente do sindicato, VeraLuza Nogueira.

DO Júnior Campos

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