Sindicato reage e pede suspensão de votação de projeto sobre reajuste da educação em Serra Talhada
O clima esquentou entre os profissionais da educação e o poder público em Serra Talhada. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTEST) enviou um ofício urgente à Câmara de Vereadores pedindo a suspensão imediata da votação do Projeto de Lei Complementar nº 012/2026, prevista para esta quinta-feira (16).
O projeto trata de um reajuste salarial de 6% para a categoria. O aumento, inclusive, já havia sido aprovado por unanimidade pelos profissionais durante assembleia realizada no dia 13 de abril. Mas tem um detalhe que mudou tudo.
Segundo o sindicato, a aceitação do reajuste só foi possível com uma proposta bem clara: o pagamento do valor retroativo, referente aos meses de janeiro até a implantação, deveria ser feito de uma única vez, sem parcelamento.
O problema é que o texto enviado pela Prefeitura abre a possibilidade de dividir esse pagamento ao longo de 2026. Para o SINTEST, isso contraria diretamente o que foi decidido pelos trabalhadores.
No documento, o sindicato classifica a situação como um desrespeito à decisão da categoria e critica a pressa na tramitação do projeto. A votação em caráter extraordinário, sem diálogo prévio, também foi alvo de críticas.
Outro ponto destacado é que esses valores têm caráter alimentar, ou seja, são essenciais para a sobrevivência dos profissionais e de suas famílias, o que reforça a necessidade de pagamento imediato.
Diante disso, o SINTEST fez três pedidos principais à Câmara: a retirada do projeto da pauta, a exclusão do trecho que permite o parcelamento e a abertura de diálogo com a categoria antes de qualquer decisão.
O sindicato alerta que, caso o projeto seja aprovado da forma atual, o conflito pode aumentar e impactar diretamente o funcionamento da educação no município.
