“Iluminação parou e falta Dipirona”: Lindomar Diniz denuncia descaso e aponta “gestão de mulheres” que falha com as mulheres
Em um discurso marcado pela cobrança de serviços básicos, o vereador Lindomar Diniz (PODE), líder da oposição, subiu à tribuna da Câmara para denunciar o que chama de “estacionamento” da gestão municipal. O parlamentar destacou um contraste irônico na administração: embora o Executivo e a Secretaria de Saúde sejam comandados por mulheres, o atendimento essencial à saúde feminina e o abastecimento de remédios nos postos estariam em colapso.
Saúde e o contraste de gênero
Diniz foi enfático ao cobrar a prefeita Márcia Conrado (PT) e a secretária de saúde Lisbeth Rosa (sogra da prefeita). Segundo ele, visitas recentes aos postos de saúde constataram a falta de medicamentos básicos, como a Dipirona.
“A gente tem na gestão do município uma mulher, na secretaria outra mulher, e falta o tratamento essencial para a mulher nos postos de saúde. A gente pede compromisso com as pessoas mais simples”, disparou o vereador.
Apagão na iluminação pública
Outro ponto crítico levantado foi a falta de manutenção na iluminação. O vereador citou que pontos turísticos e residenciais, como a Praça do Mutirão e a área da Estação, estão às escuras. Diniz questionou o destino dos impostos pagos pela população e dos recursos aprovados pela Câmara.
“A iluminação pública estacionou, parou. Morador vai na secretaria e ouve que não se pode fazer nada. Como dar uma resposta dessa ao cidadão que paga seu imposto?”, questionou.
O líder da oposição listou uma série de indicações feitas por seu gabinete que foram ignoradas pela prefeitura, acusando o governo de “travamento” contra a oposição: IPSEP: Reclama que a promessa de pavimentação de cinco ruas, anunciada pelo líder da situação há um ano, nunca saiu do papel. Bernardo Vieira: O vereador denunciou o abandono do distrito, onde indicou a construção de uma praça, um salão de festas (que estaria com a energia cortada) e a substituição de uma caixa d’água para melhorar o abastecimento.
O papel da oposição
Diniz encerrou o discurso desabafando sobre a dificuldade de ser ouvido pelo Executivo. Ele ressaltou que, embora o Legislativo não execute obras, sua função de cobrar é cerceada pela falta de retorno da gestão Conrado.
“Poxa, a gente é vereador de oposição, mas a gente é vereador. A gente não tem voz, não tem vez e tem apenas essa tribuna para toda terça questionar o básico. O básico que não se toma providência”, finalizou o parlamentar.
