HOSPAM destaca segurança infantil e reforça orientações para garantir agilidade em casos graves
O Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães (HOSPAM) emitiu um alerta importante diante do atual cenário da pediatria na região. Com as unidades de saúde operando em alta demanda devido à sazonalidade de doenças infantis, a Dra. Mariana Melo, médica pediatra da instituição, reforçou a necessidade de os pais compreenderem o fluxo de atendimento e saberem identificar quando a ida à emergência é realmente indispensável.
O desafio da sazonalidade
Segundo a Dra. Mariana, o momento exige cautela e consciência coletiva para evitar o colapso do sistema e a exposição desnecessária das crianças:
“Estamos vivendo um período caótico e triste na pediatria. A sazonalidade vem lotando as UTIs, as emergências e os leitos de enfermaria. Esse atendimento feito na urgência é classificado através da Triagem de Manchester.”
Como funciona a Triagem (Protocolo de Manchester)
Muitas vezes, a espera gera dúvidas nos acompanhantes. A médica explica que a prioridade é sempre técnica e baseada no risco de vida, e não na ordem de chegada:
“Através dela, classificamos o potencial de risco do paciente (Vermelho, Amarelo, Verde ou Azul). Damos prioridade aos mais graves. Por isso, pode acontecer de outros pacientes serem atendidos primeiro, porque possuem sinais que podem evoluir com gravidade em um curto intervalo de tempo.”
Quando procurar a emergência?
A orientação central é que os pais busquem o hospital apenas em casos de sinais de alarme. A Dra. Mariana Melo destaca os principais sintomas que exigem atenção imediata: Febre persistente: Quando dura mais de três dias.bVômitos incontroláveis: Inúmeros episódios no mesmo dia. Esforço respiratório: Dificuldade visível para respirar. Alteração neurológica: Sonolência excessiva ou apatia. Recusa alimentar total: Quando a criança não aceita nenhum tipo de nutrição ou hidratação.
O risco da ida desnecessária
A pediatra faz um apelo para que casos leves sejam tratados em casa ou nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O objetivo é evitar que crianças com sintomas simples acabem contraindo doenças mais graves no ambiente hospitalar:
“Pacientes classificados como verde ou azul podem estar se expondo e acabarem contraindo outros microrganismos aos quais ainda não tinham tido contato. As urgências estão lotadas. Venham realmente somente em sinais de alarme.”
Do Júnior Campos
