“Receberam ordem da prefeita”: Luciano Duque diz que Márcia Conrado interferiu na rejeição de suas contas
O deputado estadual Luciano Duque afirmou, nesta sexta-feira (12), durante entrevista à Rádio Pajeú, que a rejeição de suas contas referentes ao exercício de 2019 teve motivação política. Ao comentar a recente decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), que afastou sua inelegibilidade e deferiu seu registro de candidatura para as eleições de 2026, Duque disse que vereadores teriam recebido orientação da prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, para votar pela rejeição das contas.
Questionado pela jornalista Juliana Lima sobre o assunto, o deputado afirmou que o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) havia analisado suas contas e que as comissões da Câmara Municipal também haviam se posicionado favoravelmente.
Segundo Duque, o cenário mudou quando o processo chegou ao plenário da Câmara de Vereadores.
“Há uma Corte de Contas, chama Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, que analisa as contas dos prefeitos e das Câmaras de Vereadores. O Tribunal de Contas aprovou minhas contas. Então, numa decisão que já foi política, as comissões da própria Câmara aprovaram as contas. Quando chegou no plenário, receberam ordem da mandatária, da prefeita”, afirmou.
Luciano Duque disse ainda acreditar que a decisão da Câmara teve como objetivo colocá-lo em situação de inelegibilidade e impedir sua participação na disputa eleitoral.
“Eu creio que ela cometeu um erro muito grande em me colocar em uma situação de inelegibilidade, quando eu tinha todo o direito de disputar, mas a Justiça corrigiu o erro, se fez Justiça”, declarou.
O deputado também elevou o tom ao comentar o cenário político de Serra Talhada e fez críticas à construção da pré-candidatura do marido da prefeita, Breno Araújo, à Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Duque afirmou que a política não pode ser conduzida, segundo suas palavras, a partir de projetos pessoais ou decisões individuais.
Ao final, Luciano Duque voltou a relacionar a decisão judicial ao embate político e disse que espera que a população dê sua resposta nas urnas.

