MPPE investiga suposta doação de material de construção durante campanha eleitoral e notifica Márcia Conrado

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou um Procedimento Preparatório Eleitoral para apurar uma suposta doação irregular de materiais de construção em Serra Talhada, durante o período de campanha eleitoral.

A portaria determina a notificação da prefeita Márcia Conrado de Lorena e Sá Araújo para que apresente informações detalhadas e esclarecimentos sobre os fatos no prazo de cinco dias. Ela deverá receber uma cópia integral do procedimento.

A investigação atende a diligências solicitadas pela Procuradoria Regional Eleitoral em Pernambuco. O objetivo é esclarecer as circunstâncias de uma possível entrega irregular de materiais de construção no município durante o período eleitoral.

Caso dos sacos de cimento ganhou repercussão durante a campanha

Durante a campanha eleitoral, um dos episódios que ganhou repercussão em Serra Talhada envolveu a entrega de 15 sacos de cimento a uma moradora da comunidade de Luanda. O caso foi divulgado nas redes sociais, com repercussão aqui no Portal Júnior Campos e motivou manifestações públicas sobre a origem dos materiais e a participação de Márcia Conrado.

Na ocasião, uma mulher apresentou esclarecimentos sobre a doação e afirmou que Márcia teria contribuído como pessoa física. O documento descreve, de forma geral, a apuração de uma suposta doação irregular de materiais de construção durante o período eleitoral. Portanto, não é possível afirmar, com base apenas na portaria, que a investigação se refere necessariamente aos 15 sacos de cimento.

Ministério Público determina novas diligências

Entre as providências previstas na portaria está a identificação e notificação dos responsáveis pela publicação de vídeos relacionados aos fatos nas redes sociais. O Ministério Público pretende obter informações sobre a autoria, a motivação e a logística do ocorrido.

O procedimento também prevê diligências para identificar o veículo utilizado no transporte dos materiais e ouvir a pessoa que teria recebido os produtos.

Márcia terá prazo para prestar esclarecimentos

A prefeita deverá apresentar suas informações no prazo de cinco dias, conforme determinado pelo Ministério Público. A apuração busca esclarecer as circunstâncias da suposta doação e verificar se houve irregularidade eleitoral.

A instauração do procedimento não representa comprovação de ilícito ou condenação da prefeita. Até o momento, a portaria registra a abertura da investigação e as diligências necessárias para esclarecer os fatos, sem estabelecer culpa de Márcia Conrado ou responsabilidade institucional da Prefeitura.

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