AMUPE articula tabelamento de cachês para festas juninas em Pernambuco

Em reunião virtual promovida pela AMUPE, prefeitos e prefeitas de Pernambuco discutiram nesta terça-feira (4) os altos valores pagos a artistas e produtoras para eventos de São João e outras festas tradicionais. A iniciativa visa buscar uma forma de parametrizar os cachês e conter o crescimento expressivo dos custos com atrações, segundo destacou o presidente da associação, Marcelo Gouveia.

“Hoje discutimos com os prefeitos de Pernambuco sobre os cachês artísticos pagos pelas prefeituras com recursos públicos e tivemos algumas definições. Vamos fazer uma consulta entre os colegas que não participaram para tentar buscar uma forma de parametrizar os cachês do estado e segurar o alto crescimento desses valores. Os colegas estão unidos e entendemos que é um movimento necessário, igual ao que a Bahia está fazendo. Queremos entrar em sintonia para que façamos uma ação que seja do bem-estar dos municípios e da população como um todo”, afirmou Gouveia em vídeo postado em suas redes sociais.

O debate ganhou força após declarações do presidente do CIMPAJEÚ e prefeito de Ingazeira, Luciano Torres, que chamou atenção para a disparidade nos valores cobrados por artistas e o aumento dos custos de estrutura. Prefeitos alertam que, sem medidas, municípios de pequeno porte podem ter dificuldade para realizar as festas juninas, mesmo diante da expectativa da população por grandes atrações.

Cachês projetados para o São João de 2026

Segundo informações do site GS News, os valores médios praticados atualmente são:

  • Wesley Safadão – R$ 1,5 milhão

  • Luan Santana – R$ 1,2 milhão

  • Simone Mendes – R$ 900 mil

  • Nattan – R$ 900 mil

  • Natanzinho Lima – R$ 850 mil

  • Xand Avião – entre R$ 750 mil e R$ 800 mil

  • Calcinha Preta – R$ 650 mil

 

Do Júnior Campos

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