Anel viário: obra de R$ 2,8 milhões segue sem início e gera caos no trânsito em Serra Talhada
Manhã de horário de pico no trecho do Anel Viário que liga o bairro Bom Jesus ao Terminal Rodoviário Municipal, em Serra Talhada. O cenário encontrado no local é de caos.
O fluxo é intenso. Motocicletas, carros e pedestres dividem espaço em meio à lama e irregularidades no percurso. Famílias seguem em direção ao Centro para trabalhar, pais levam filhos à escola, enquanto motoristas enfrentam dificuldades para atravessar o trecho com segurança.
Para uma cidade com cerca de 100 mil habitantes, polo comercial e referência regional em saúde, a situação chama atenção. A via, que deveria garantir mais mobilidade urbana, hoje apresenta condições precárias, especialmente em dias de chuva, quando a lama toma conta da pista.
No local, a placa da obra segue instalada. Nela, consta a descrição de pavimentação asfáltica em zona urbana do município, com investimento superior a R$ 2 milhões. A ordem de serviço foi assinada em junho do ano passado pela prefeita Márcia Conrado, ao lado de aliados políticos, com a presença do deputado federal Fernando Monteiro. No entanto, segundo o que se observa no local, a obra sequer teve início efetivo.
O prazo previsto para conclusão já foi ultrapassado, mas o cenário permanece o mesmo: barro, dificuldades no tráfego e transtornos para quem depende diariamente do trecho.
Nesta semana, durante sessão na Câmara de Vereadores de Serra Talhada, o vereador Lindomar Diniz, líder da oposição, fez um desabafo e cobrou explicações da gestão municipal. Segundo ele, a Prefeitura já foi oficialmente acionada para prestar esclarecimentos, mas até o momento não houve resposta.
A situação levanta questionamentos sobre o andamento do projeto e os motivos para a não execução da obra, mesmo após a assinatura oficial da ordem de serviço. Enquanto isso, a população segue enfrentando, diariamente, os impactos da ausência de pavimentação.
Do Júnior Campos

