Ao rebater críticas sobre indicações, Ákila Monique afirma que não ocupa cargos “bajulando pessoas”
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Ákila Monique, ex-gestora do Hospam, recolocou seu nome no centro do debate político envolvendo indicações para cargos na área da saúde. Na manifestação pública, ela reagiu a críticas que associam sua trajetória profissional a articulações políticas, afirmando que possui qualificação técnica e currículo próprio.
“Interessante, soltam todo tipo de coisa. Imaginem, pode falar nada, assim, da minha índole, do meu caráter, do meu trabalho. Aí eles acabam criando alguma coisa, porque ela só trabalha por indicação de político”, declarou.
A fala ocorre no momento em que Ákila se prepara para assumir uma função na área de saúde em Fernando de Noronha. O arquipélago é administrado por Virgílio Oliveira, filho do deputado federal, Waldemar Oliveira. A indicação de Ákila para o novo cargo teria ocorrido por articulação do deputado, irmão de Sebastião – presidente do Avante em PE.
Ákila Monique ocupou a direção do Hospital Professor Agamenon Magalhães (Hospam), em Serra Talhada. Ela assumiu o cargo em 1º de julho de 2025 e deixou a função em 19 de janeiro do ano em curso. À época, sua nomeação foi atribuída a uma indicação do deputado estadual Luciano Duque.
O contexto político chama atenção porque, em Serra Talhada, Luciano Duque e o grupo do Avante são adversários.
No desabafo, Ákila também afirmou que sua trajetória não se resume a indicações. “Eu gostaria muito se as pessoas tivessem acesso ao meu currículo. Queria me diminuir, diminuir o meu trabalho, o meu profissionalismo, dizendo que eu vivo de indicação política. Não, não vivo disso não”, disse.
Em outro trecho, reforçou a defesa de sua atuação profissional: “Se eu não tivesse qualificação no meu currículo, eu não conseguiria as coisas que eu consegui. E o que eu faço, eu faço bem feito. Eu não fico ocupando um cargo sem saber o que estou fazendo”.
Ela também declarou que não permanece em funções apenas por conveniência política. “Se eu não puder fazer o meu trabalho, eu não vou ficar naquele cargo ali”, concluiu.
Do Júnior Campos
