Após carta do Sintest, Zé Raimundo diz que apenas pediu ordem em reunião com sindicatos e afirma: “não agredi nem denegri ninguém”

O vereador Zé Raimundo se pronunciou na sessão da Câmara Municipal de Serra Talhada realizada nesta terça-feira (10) sobre a nota divulgada pelo Sintest com o título “Carta pública denuncia gritos e batidas na mesa de parlamentar contra representantes da educação em Serra Talhada”.

Durante o discurso na tribuna, o parlamentar rebateu as críticas e afirmou que não se envergonha de sua trajetória política, mesmo tendo ocupado posições tanto na situação quanto na oposição ao longo dos anos. Antes, o parlamentar formalizou o pedido de afastamento da comissão dos precatórios.

Segundo ele, em nenhum momento deixou de defender a categoria dos servidores. “Fui em situação e oposição em vários momentos e não me envergonho da minha trajetória política, porque em nenhum momento faltei com a minha categoria”, afirmou.

O vereador também comentou uma matéria em que teria sido acusado de “pegar carona” em decisões da Justiça. A crítica teria sido atribuída à Veraluza Nogueira, presidente do Sintest. Em resposta, ele negou a acusação e fez uma declaração em tom irônico.

“Primeiro, eu nunca peguei carona. Já peguei até em jumento na Fazenda Nova, em carroça de burro e tudo, mas na minha vida normal nunca precisei”, declarou.

Zé Raimundo também relatou um episódio ocorrido durante uma reunião realizada na última quinta-feira, quando representantes de três sindicatos discutiam percentuais e propostas junto à gestão municipal. Segundo ele, o encontro teve momentos de tensão, com várias pessoas falando ao mesmo tempo e em tom elevado.

De acordo com o parlamentar, que presidia os trabalhos naquele momento, foi preciso intervir para manter a organização da reunião.

“Bati na mesa e disse: só fala um de cada vez ou eu encerro a reunião. Essa foi a única expressão que usei na reunião; não denegri nem agredi ninguém”, disse.

O vereador afirmou ainda que prefere não ampliar a polêmica em torno das críticas. Ele relatou que foi procurado para comentar o caso, mas optou por se manifestar diretamente na tribuna da Câmara.

“Não quero polemizar, não vou estar respondendo. Agradeço a Giovani Sá, que pediu que eu pudesse fazer uma nota, e a Júnior Campos, mas preferi usar a tribuna, porque fui tratado lá como parlamentar”, declarou.

Durante a fala, Zé Raimundo também comentou que já ouviu críticas de que poderia ser esquecido politicamente, mas disse ter tranquilidade em relação à sua trajetória.

“Sei que político precisa e depende do voto, mas tenho a plena consciência de que durante todo esse tempo recebi muitos votos. Nunca bati na porta de ninguém obrigando a votar em mim”, afirmou.

Ele ressaltou ainda que continuará defendendo os professores, categoria à qual pertence.

“Vou continuar defendendo os professores. Morrerei professor, mesmo aposentado”, disse.

Ao lembrar discussões passadas sobre os precatórios do Fundef, o parlamentar afirmou que sempre buscou contribuir com o debate e citou uma viagem a Brasília, no final do governo do então presidente Jair Bolsonaro, para tratar do tema.

“Não vendi ilusão, como não vendi nem no primeiro momento dos precatórios, quando o assunto estava arquivado. Fui a Brasília e conseguimos tirar a pauta da gaveta”, relatou.

 

Do Júnior Campos

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