Após repercussão, Sebastião Oliveira explica frase “Roma não paga a traidores”; entenda
Após a repercussão da frase “Roma não paga a traidores”, dita por Sebastião Oliveira e que gerou questionamentos de leitores sobre o significado, o ex-deputado federal enviou nota ao Portal Júnior Campos esclarecendo a referência histórica.
Em Portugal, devoto de Nossa Senhora de Fátima, Sebastião afirmou ter se fortalecido na fé para enfrentar os desafios do ano eleitoral. Do outro lado do Atlântico, o sertanejo, nascido em uma região onde “prego batido é ponta virada”, resgatou uma frase envolvendo a história portuguesa que, segundo ele, atravessou o tempo e continua atual: “Roma não paga a traidores”.
Segundo a nota, o ensinamento lusitano demonstra que, na política como na vida, a traição muitas vezes é vendida como esperteza, mas a própria história se encarrega de mostrar o contrário.
Sebastião se refere à trajetória de Viriato, pastor lusitano que habitava a região da atual Serra da Estrela, em Portugal. Ele ficou conhecido por unir tribos e liderar vitórias contra a invasão do Império Romano, entre 147 a.C. e 139 a.C., freando a expansão romana em terras portuguesas.
De acordo com o relato histórico citado, em 139 a.C., Viriato enviou três aliados para negociar a paz com generais romanos. Os emissários, porém, teriam sido subornados e assassinaram o líder enquanto ele dormia. Ao buscarem a recompensa pela traição, acabaram mortos pelos próprios romanos, que teriam exposto os corpos em praça pública com a inscrição: “Roma traditoribus non praemiat”, expressão que deu origem à máxima popular “Roma não paga a traidores”.
A moral destacada na nota enviada ao Portal é direta: a conta da traição, cedo ou tarde, chega.
A declaração ganhou peso político após o episódio envolvendo o discurso da prefeita em Santa Rita, ampliando as interpretações sobre o momento da relação entre aliados no cenário local.
Do Júnior Campos
