Ator serra-talhadense estreia nesta segunda-feira (08) na Globo

 

 

 

 

Todos estão soterrados em Treze dias longe do Sol, a minissérie da Globo que estreia hoje, após O outro lado do paraíso. Inclusive Arilson Lopes, ator pernambucano que dá vida a Bené na produção, o chefe de eletricidade e uma das vítimas do desabamento. Natural de Serra Talhada, a 413 km do Recife, o artista é formado em artes cênicas pela UFPE e integra o Coletivo Angu de Teatro. O papel na trama global é a estreia na TV.

 
“Eles foram acolhedores, receptivos e foi uma convivência muito boa, de muita troca. Eu curti muito fazer esse trabalho. Nunca tinha feito um trabalho desse porte. Nunca tinha passado tanto tempo em um set. Isso me instigou muito. Quero muito poder continuar a fazer meu trabalho onde for possível. Eu estou muito empolgado com essa primeira experiência”, explica Arilson, que contracena com Selton Mello, Carolina Dieckmann e outros nomes.

Outro nome pernambucano na produção, Pedro Wagner interpreta um pedreiro chamado Altair, que não chega a ficar soterrado. Integrante do grupo teatral Magiluth, é o segundo trabalho de Pedro na emissora – ele interpretou Osvaldo em Justiça, série de Manuela Dias rodada no Recife. Curiosamente, tanto Pedro quanto Arilson estão escalados para o elenco de Quando nascem os fortes, próxima supersérie da Globo.
Embora apenas nove personagens estejam sob os escombros do prédio construído por Saulo (Selton Mello), os outros são sufocados pela busca incessante dos culpados. Segundo os autores Elena Soárez e Luciano Moura, a ideia nasceu do desejo de contar como as pessoas se transformam a partir de uma tragédia.
Saulo vê o sonho de se tornar sócio da Baretti Construtora literalmente desmoronar. O que tinha começado como uma jogada certeira, com o auxílio de Gilda (Debora Bloch), para desviar dinheiro da obra do Centro Médico Dr. Augusto Rupp (Lima Duarte) para comprar as ações de Vitor Baretti (Paulo Vilhena) acaba mal. Durante uma inspeção de Marion (Carolina Dieckmann) à obra, o edifício desaba. Ela, Saulo e alguns operários ficam soterrados.
De acordo com Selton, o protagonista é um herói que paga o preço da própria ambição desmedida. “A minissérie tem um tom crítico, é bem atual. Na verdade, há uma tragédia, a catástrofe física, mas o Luciano e a Elena sempre se preocuparam muito em apostar no drama pessoal desses personagens, que estão sendo soterrados, ou pela imprensa ou pela culpa”, diz Selton.
Saulo e Marion se veem obrigados a lidar com os resquícios do romance que tiveram. Preso no mesmo lugar e com os sentimentos à flor da pele, o antigo casal terá tempo para discutir o que levou a médica a sumir da vida do engenheiro. Carolina Dieckmann diz que a situação de confinamento de Marion mexeu profundamente com suas sensações. “Não sei se aprendi algo palpável, mas lidei com esse tipo de sentimento, de tensão”, comenta a atriz Carolina Dieckmann
Do Diário de Pernambuco

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