Com 604 vítimas no ano passado, violência doméstica volta a marcar os primeiros dias de 2026 em Serra Talhada

O ano começou com uma sequência de ocorrências de violência doméstica em Serra Talhada, reacendendo o alerta sobre um problema persistente no município. Dados oficiais indicam que, até novembro do ano passado, 604 vítimas já haviam sido registradas em casos desse tipo, número que evidencia a dimensão do problema e a dificuldade de enfrentamento da violência dentro do ambiente familiar.

Logo nas primeiras horas do ano, o 14º Batalhão da Polícia Militar foi acionado para atender ocorrências em diferentes bairros da cidade, principalmente nas localidades do Mutirão, São Cristóvão, Caxixola e Vila Bela.

Em um dos casos registrados no bairro Mutirão, uma jovem de 28 anos relatou ter sido agredida e ameaçada pelo sogro dentro da própria residência. Segundo a polícia, o homem teria se exaltado após a saída da esposa de casa e passou a descontar a situação na nora, segurando-a pelo braço e fazendo ameaças. O caso terminou em flagrante e aplicação da Lei Maria da Penha.

Também no Mutirão, outra ocorrência envolveu um homem de 35 anos acusado de agredir verbal e fisicamente duas mulheres da mesma família, motivado por ciúmes. Uma das vítimas caiu ao chão após ser empurrada durante a discussão. O agressor foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde ficou à disposição da Justiça.

No bairro São Cristóvão, a polícia atendeu uma denúncia de descumprimento de medida protetiva de urgência. Uma mulher de 62 anos acionou o policiamento após a nora ir até sua residência, proferir ameaças e ofensas, mesmo havendo ordem judicial que impedia qualquer aproximação. A suspeita foi localizada nas proximidades e levada à delegacia em flagrante.

Outro caso preocupante envolveu um homem de 26 anos, já conhecido da polícia por episódios anteriores de violência doméstica. De acordo com o relato da vítima, ele voltou a ameaçá-la e danificou objetos dentro da residência, mesmo após já ter sido preso anteriormente pelo mesmo tipo de crime. A ocorrência resultou na abertura de novo inquérito com base na Lei Maria da Penha.

Já no bairro Caxixola, uma mãe de 54 anos procurou ajuda após relatar que vinha sendo constantemente insultada pelo próprio filho, especialmente quando ele fazia uso de bebida alcoólica. Apesar de não haver agressão física registrada no momento, o caso foi enquadrado como violência doméstica e encaminhado para apuração.

Mesmo com campanhas de conscientização e mecanismos legais mais rígidos, como as medidas protetivas, a violência doméstica segue presente no cotidiano da cidade.

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