De Serra Talhada para o Arquipélago: Mirelly Moura assume a Coordenação da Mulher em Noronha com foco em autonomia e renda
O trajeto entre o Sertão do Pajeú e as águas cristalinas do Atlântico é longo, mas para a graduada em direito, especialista em Direito Previdenciário, Mirelly Moura Ferraz, ele representa mais do que uma mudança de geografia: é a ponte para uma nova missão social.
Natural de Serra Talhada, Mirelly assumiu a Coordenação da Mulher de Fernando de Noronha, levando na bagagem a formação jurídica e o desejo de transformar a realidade feminina no arquipélago.
A trajetória até o cargo foi marcada pelo mérito técnico. Após submeter seu currículo e enfrentar uma rigorosa seleção virtual com a cúpula administrativa da ilha, incluindo a coordenação geral e o superintendente de Direitos Humanos, Tiago Magalhães, Mirelly recebeu a confirmação de que seria a voz ativa das mulheres noronhenses.
“Estou muito feliz. Meu trabalho é integrativo. Quero trabalhar à frente para ajudar e ampliar as prerrogativas de base das mulheres, potencializando e empoderando cada uma delas”, afirma Mirelly, com o entusiasmo de quem sabe que o desafio é tão grande quanto a beleza do arquipélago.
EMPREENDEDORISMO E AUTONOMIA
Mirelly não perdeu tempo. Entendendo que o empoderamento feminino passa obrigatoriamente pela autonomia financeira, sua primeira ação de impacto foi a promoção de uma oficina de chocolate para as moradoras locais. O objetivo vai muito além da gastronomia; trata-se de criar rotas de fuga da dependência econômica e abrir portas para o empreendedorismo em um território geograficamente isolado.
Para a coordenadora, políticas públicas eficazes são aquelas que geram resultados tangíveis na vida cotidiana. Em Noronha, onde o custo de vida é elevado e as oportunidades de trânsito para o continente são limitadas, criar fontes de renda dentro da própria ilha é uma estratégia de sobrevivência e dignidade.
A visão de Mirelly para a Coordenadoria é clara: colocar a mulher noronhense no centro das decisões e valorizar todo o seu potencial.
“A iniciativa é muito eficaz e assertiva. Estamos caminhando na tangente, na crescente, para que essas mulheres consigam talvez criar uma nova renda”, explica.
Para ela, o sucesso de uma gestão se mede pela qualidade de vida da comunidade: “Certamente, toda visibilidade é válida quando tem eficiência e resultado por trás. E o resultado é esse: qualidade de vida e a capacidade de prover de outras formas.”
Sob a nova liderança, a promessa é de uma gestão que não apenas observa, mas que proporciona momentos de transformação, garantindo que o “paraíso” seja um lugar de direitos plenos e horizontes amplos para todas as suas habitantes.
