Duplicação da BR-232 até Serra Talhada avança com acordo ambiental entre Ibama e CPRH
O Portal Júnior Campos apurou, em primeira mão, que a duplicação da BR-232 até Serra Talhada deu um passo decisivo com a formalização de um acordo de cooperação técnica entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH/PE).
O Acordo de Cooperação Técnica nº 1/2026, já oficializado, delega à CPRH a responsabilidade pela execução do licenciamento ambiental das obras de duplicação, adequação e restauração da rodovia em dois grandes trechos estratégicos: do fim da duplicação em São Caetano até o final da travessia urbana de Arcoverde, e de Arcoverde até o final da travessia urbana de Serra Talhada.
No primeiro segmento, o trecho compreende do km 149,10 ao km 258,00, com extensão aproximada de 108,9 quilômetros. Já o segundo trecho vai do km 258,00 ao km 414,00, totalizando cerca de 156 quilômetros, alcançando diretamente o Sertão do Pajeú.
As intervenções abrangem municípios como Belo Jardim, Sanharó, Tacaimbó, São Caetano, Pesqueira, Buíque, Custódia, Sertânia, Arcoverde, Flores, Calumbi e Serra Talhada, consolidando a BR-232 como um dos principais eixos logísticos e econômicos de Pernambuco.
Licenciamento ambiental sob responsabilidade da CPRH
Com o acordo, a CPRH passa a conduzir todo o processo de licenciamento ambiental da obra, conforme previsto na Lei Complementar nº 140/2011, que permite a delegação de competências ambientais entre entes federativos. A medida tende a agilizar trâmites técnicos, reduzindo entraves burocráticos e dando maior celeridade a uma obra considerada histórica para o interior do estado.
Obra estratégica para o Agreste e o Sertão
A duplicação da BR-232 até Serra Talhada é uma das obras mais aguardadas do interior pernambucano, por seu impacto direto na mobilidade, segurança viária, escoamento da produção e desenvolvimento econômico do Agreste e Sertão. A rodovia é rota essencial para o transporte de cargas, serviços de saúde, turismo e deslocamento diário de milhares de pessoas.
Com o avanço do licenciamento ambiental, o projeto entra em uma fase considerada crucial para viabilizar as próximas etapas, como a conclusão dos estudos técnicos, lançamento de editais e início das obras.
