Fernando Monteiro hierarquiza méritos do Vanete Almeida e coloca Raquel Lyra no 4º plano
A entrega das chaves do Residencial Vanete Almeida, em Serra Talhada, foi marcada não apenas pela retomada de um projeto habitacional aguardado há anos, mas também por um gesto político carregado de simbolismo. Durante entrevista ao Portal Júnior Campos, o deputado federal Fernando Monteiro (PSD) fez questão de organizar, em ordem clara, quem, na sua avaliação, teve maior responsabilidade para destravar e concluir a obra. E, nesse ranking, a governadora Raquel Lyra acabou ficando em quarto lugar.
Aliado tanto da prefeita Márcia Conrado quanto da governadora, Fernando optou por iniciar os agradecimentos exaltando diretamente Márcia, a quem atribuiu papel “fundamental” na retomada do residencial. Em seguida, creditou a realização ao presidente Lula, afirmando que, sem ele, as casas não teriam sido entregues. O terceiro destaque foi para o ministro das Cidades, Jader Filho, citado como peça-chave pela eficiência e rapidez na condução do processo.
Somente após elencar essas três figuras, Fernando mencionou a governadora Raquel Lira, inserindo-a no discurso ao falar da “união” entre município, Estado e Federação. A ordem não passou despercebida, sobretudo porque Serra Talhada é território político de Márcia Conrado, que hoje está em palanque oposto ao da governadora no cenário estadual.
Nos bastidores, a leitura é clara: ao hierarquizar os méritos pela retomada do Vanete Almeida, Fernando Monteiro sinalizou prioridade política local, fortalecendo sua aliança com Márcia Conrado e evitando atribuir protagonismo maior ao Governo do Estado em um município onde há disputa de palanques.
O deputado tentou esvaziar o debate eleitoral, afirmando que “eleição tem o seu tempo” e que o foco, agora, deve ser a entrega de resultados concretos à população, como moradia, saúde, educação e infraestrutura. Ainda assim, o gesto falou mais alto que o discurso.
Ao colocar Raquel Lyra no quarto plano na disputa pelos créditos da obra, Fernando Monteiro mostrou que, na prática, sua estratégia passa por construir pontes, mas escolhendo cuidadosamente quem atravessa primeiro.
DO Júnior Campos
