Filhas e Filhos de Seu Nogueira e Dona Aristânia Fazem Memória ao Centenário de Dona Maria Ferreira

A Senhora Maria Ferreira da Silva – Mãe de Dinha Ferreira, personalidade bastante conhecida. Sua mãe Maria Ferreira, nasceu em 13 de abril de 1921, ou seja, há cem anos.

Era mestra em Confeitaria e Culinária e foi professora da matriarca dos Nogueira (dona Aristânia), brotando entre elas uma amizade grandiosa, pois trabalharam juntas em muitas ocasiões, essa amizade se estendeu aos herdeiros e perdura até hoje.


Dona Maria Ferreira foi uma mulher aguerrida, lutadora, e naquela época já empreendia ao enfrentar desafios e adversidades; um exemplo de dinamismo e versatilidade, filha de Luiz Ferreira da Silva e Elvira Gomes, sendo ele comerciante e ela costureira em Serra Talhada, sua primogênita, no entanto nasce na cidade de Nossa Senhora do Ó – PE (atualmente Ipojuca – litoral pernambucano), pois se mudaram para lá, durante a gestação.
Logo após seu nascimento, os pais, retornam para Serra Talhada, aqui, Maria Ferreira foi educada como uma jovem de classe média; a família aumenta e agora são sete, os filhos do casal. Maria muito religiosa, foi uma das organizadoras da Irmandade do Sagrado Coração de Jesus, na Paróquia de Nossa Senhora da Penha, fazendo parte, também do Coral e da Ordem das Filhas de Maria, ainda solteira.
Aos 19 anos aceitou o pedido de casamento do Sr. Luiz Barbosa da Silva, serra-talhadense, comerciante bem-sucedido. Desta união nasceram 8 filhos. Passado alguns anos de harmonia e bonança, surge a face mais crítica da sua vida, seu marido lhe abandona, deixando-a com sete filhos, um havia falecido recém-nascido. O mais velho contava 12 anos de idade e ela estava grávida. Este fato trágico, não abalou aquela mulher guerreira, pois sua missão era árdua e seu compromisso principal seria criar e educar os filhos da melhor maneira.
Rodeada de talentos, principalmente o da culinária e confeitaria, tomou a iniciativa de montar uma escola de culinária com o intuito de ensinar para outras mulheres essa arte. Passou a ser muito solicitada em cidades vizinhas para cursos de confeitaria e bolos de festas, além das aulas de culinária, vendia confecções e tecidos; se torna verdadeiramente, uma mulher genial e muito à frente do seu tempo com sua presteza e talentos diversos.
Muito habilidosa e vendo o crescimento da cidade, montou um instituto de beleza em casa, para suas meninas conduzirem os trabalhos, nesta época, sua filha Maria de Lourdes (Dinha Ferreira) tinha apenas 10 anos de idade; daí em diante dona Maria Ferreira, administrava seus negócios com a ajuda dos filhos; mesmo com tantos afazeres, viagens de trabalho, cuidados com os filhos, nunca deixou de ajudar os necessitados, visitava doentes, pessoas mais carentes e atendia sempre com um sorriso no rosto quem a procurasse, e havendo necessidade de alguma coisa, a pessoa não saia de mãos vazias, sempre foi uma alma caridosa.
Quando sua mãe faleceu (outro fato trágico em sua existência); ela ajudou seu pai na criação dos irmãos mais novos. Maria Ferreira sempre foi o braço forte da família, alguém que realmente fazia a diferença, independente da situação, era amparo, palavra certa, afeto, sorriso, sempre arrumava um jeito; era amiga/irmã/mãe daqueles que necessitavam de seus cuidados. Estudiosos e pesquisadores, principalmente espíritas, dizem que pessoas de alma nobre e espírito iluminado, sofrem neste plano (aqui na terra) inúmeras provações, toda via, são as mais felizes.
Certo dia, em uma de suas viagens para Recife, onde seu filho menor, Sebastião Vidal fazia tratamento, o carro que os conduziam pegou fogo e os 2 morreram de forma trágica. Essa mulher aguerrida, foi um exemplo de pessoa sertaneja, mãe exemplar, pois diante de tantas adversidades, conseguiu educar bem os filhos e encaminhá-los a viver de maneira digna e bem-sucedida.
Em tempo: O Sr. Valdir José do município de São José do Belmonte nos lembra que sua mãe ganhou o prêmio de bolo mais bonito no final do curso de arte culinária e confeitaria artística, ministrado por dona Maria Ferreira, em Belmonte em julho de 1957, com o tema “Moinho Holandês”, a solenidade de exposição dos trabalhos culinários aconteceu no dia 11 de julho de 1957 na residência de dona Pergentina. Destacando o sucesso dos cursos de Confeitaria realizados na região por dona Maria Ferreira.
Salve, salve a memória desta Maria/mulher de uma trajetória tão marcante e fraterna que foi Dona Maria Ferreira. O céu está em festa pelo seu centenário e aqui na terra amigos e parentes festejam seus feitos grandiosos.

 

Por Carlos Silva

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