Jogo zerado em Pernambuco: Miguel reafirma pré-candidatura, Dudu isolado e Marília recua após diálogo com aliados de Raquel
O cenário político de Pernambuco para as eleições do ano em curso voltou a embaralhar. O que até pouco tempo parecia encaminhado, com palanques sendo desenhados e alianças praticamente dadas como certas, agora entrou novamente em uma zona de indefinição.
Uma sequência de movimentos recentes colocou o jogo praticamente em ponto de recomeço.
No centro da turbulência está o deputado federal Eduardo da Fonte, líder do Progressistas no estado e peça importante na montagem das chapas majoritárias. Nas últimas horas, sinais de isolamento político em torno do parlamentar começaram a circular nos bastidores, após rumores de uma possível aliança com a Frente Popular de Pernambuco, liderado por João Campos (PSB).
Ao mesmo tempo, o posicionamento do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (UB) também contribuiu para aumentar a temperatura política. Após a repercussão na imprensa de a chapa de João estaria fechada com seu irmão, o deputado estadual, Antônio Coelho, na vice – Miguel divulgou um vídeo nas redes sociais, negando qualquer tipo de acordo e reafirmando que continua pré-candidato ao Senado, deixando claro que não há mudança em seus planos políticos.
Outro fator que adiciona mais incerteza é o reposicionamento da ex-deputada Marília Arraes. Marília chegou a abrir diálogo com aliados da governadora Raquel Lyra, mas houve recuo e a estratégia sofreu ajustes. Uma nova conversa com o prefeito do Recife, João Campos, deverá acontecer nos próximos dias para realinhar a posição da ex-deputada dentro do cenário majoritário.
Em resumo, se alguém achava que o desenho da eleição de 2026 já estava pronto, os últimos acontecimentos mostram exatamente o contrário: o jogo foi reembaralhado e, neste momento, está praticamente zerado.
