Luciano Duque defende Miguel Coelho e Túlio Gadêlha como pilares da chapa de Raquel Lyra
As movimentações para a sucessão estadual em Pernambuco ganharam um novo ingrediente com as recentes definições do deputado estadual Luciano Duque (Podemos). Ao consolidar sua posição na base da governadora Raquel Lyra (PSD) na Assembleia Legislativa (ALEPE), Duque sinaliza que o desenho da chapa majoritária governista deve passar obrigatoriamente pela união de forças regionais e pela renovação política.
Miguel Coelho e o Sertão
Para Duque, a presença de Miguel Coelho (União Brasil) na chapa majoritária é um passo natural e estratégico. Ex-prefeito de Petrolina e líder de um dos grupos políticos mais sólidos do estado, Miguel representa a força do Sertão, região onde Duque também possui forte influência a partir de Serra Talhada.
A defesa de Miguel para o Senado reforça a intenção do grupo de Raquel em garantir um “cinturão sertanejo” que faça contraponto ao avanço das oposições no interior, consolidando uma aliança que une o São Francisco ao Pajeú.
O “fator Túlio”: verniz e renovação
A grande novidade no discurso de Duque é o entusiasmo em torno de Túlio Gadêlha (Rede) para a segunda vaga ao Senado. Segundo o deputado, Gadêlha não apenas traz um “verniz” de renovação e uma trajetória respeitada no Congresso Nacional, mas também seria a peça-chave para ampliar o diálogo da governadora com fatias do eleitorado que transitam no campo progressista.
“Túlio Gadêlha seria um nome muito significativo, daria um peso enorme e um verniz muito bom à chapa. É um quadro importantíssimo da política nacional e agregaria muito como novidade”, afirmou Duque, reforçando que essa composição daria à chapa de Raquel um equilíbrio entre experiência executiva e representatividade legislativa moderna.
Recados de bastidores
A defesa pública desses nomes por parte de Luciano Duque não é isolada. Ela reflete articulações intensas nos bastidores da ALEPE e do Palácio do Campo das Princesas. Ao apontar para Miguel e Túlio, Duque ajuda a governadora a enviar recados claros, pluralidade. A chapa idealizada por Duque busca atrair do centro à centro-esquerda, tentando isolar adversários e diminuir a polarização radical.
Foco na reeleição e expansão
Enquanto atua na engenharia da chapa majoritária, Duque mantém o foco em seu projeto de reeleição. Com uma base que se estende por 42 cidades, ele trabalha para expandir os 61.400 votos conquistados em 2022. O parlamentar também aposta na força do Podemos para eleger uma bancada robusta de até 8 deputados estaduais, garantindo à governadora uma governabilidade ainda mais sólida no segundo mandato.
No plano nacional, Duque mantém a coerência de sua trajetória: apoia o projeto de Raquel Lyra em Pernambuco, mas reafirma seu voto e alinhamento pessoal com o presidente Lula, independentemente das posturas de neutralidade que partidos de centro possam adotar.
Do Júnior Campos
