Ministro anuncia transferência de operação da Marinha para ampliar ações contra o óleo no Nordeste

Ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, durante coletiva de imprensa com o almirante de esquadra Leonardo Puntel, no Recife — Foto: Pedro Alves/G1

 

 

O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, anunciou, nessa quarta-feira (30), no Recife, a transferência da Operação Dragão, da Marinha, para atuar na contenção das manchas de óleo nos nove estados do Nordeste. A mobilização é realizada anualmente e, em 2019, ocorreria no Espírito Santo, mas será implementada, a partir da terça-feira (5), nas áreas afetadas pelo desastre ambiental.

O anúncio foi realizado durante visita à Capitania dos Portos de Pernambuco, no Centro do Recife. Antes de falar com a imprensa, o ministro participou de uma videoconferência com representantes de outros estados afetados pelo óleo e de um sobrevoo até o limite do Cabo de Santo Agostinho, no Litoral Sul pernambucano.

“Todo ano, a Marinha faz uma operação chamada Operação Dragão. Ela é a maior operação naval que a Marinha faz e conta com a Força Aérea e com o Exército. É uma operação grande, envolvendo os meios Navais. Seria no Espírito Santo, mas nós estamos passando a operação para o Nordeste, exatamente para dar massa aqui”, declarou Azevedo e Silva.

A operação prevê aumento de pessoal, incluindo meios navais, terrestres, aéreos, aeronavais e de fuzileiros navais, com foco em ações humanitárias relacionadas ao meio ambiente. Também será feito o monitoramento das áreas marítimas atingidas e das águas jurisdicionais brasileiras.

O ministro não detalhou a quantidade de pessoal que será empregado durante a Operação Dragão de 2019, no Nordeste. Em 2017, a ação contou com 2.800 homens e foi realizada no Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Antes de chegar ao Recife, o ministro passou por Belém (PA) e, após a reunião na capital pernambucana, seguiu para Salvador (BA). Nesta quarta-feira, segundo o ministro, foram encontrados fragmentos de óleo em 12 praias de toda a Região Nordeste, sendo cinco no Rio Grande do Norte, cinco em Alagoas e duas ao sul da Bahia.

“Foram 12 nas praias do Nordeste inteiro, em tamanho muito pequeno, reduzido, mas isso não faz com que nós desmobilizemos o nosso dispositivo para atuar o mais rápido possível”, declarou o ministro, que informou, ainda, que o governo tem atuado em três frentes para tentar conter as manchas de óleo.

“A primeira fase é a investigação do que ocorreu. A Marinha, como autoridade portuária, autoridade marítima, está à frente disso. A segunda é a contenção. Identificar, no mar, o que está acontecendo, as manchas. Isso ajuda muito na vida, a Marinha e a nossa Força Aérea, além do Ibama e etc. E a outra é o controle de danos nas praias, que está sendo feito muito bem.”

 

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