“Não precisamos de muleta”: Miguel Coelho sela aliança com Raquel e dispara contra dependência de palanque nacional

Em um ato político carregado de simbolismo na “Capital do Forró”, o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), oficializou ontem seu apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD). O evento marcou não apenas o retorno de Miguel ao palanque governista, mas sua consolidação como o nome do grupo para o Senado Federal em 2026.

O fim do Jejum e a “escrita de Deus”

Após um período de distanciamento e críticas pontuais desde as eleições de 2022, Miguel Coelho utilizou um tom de reconciliação. Citando uma frase dita pela própria governadora durante a semana “Deus escreve certo no tempo certo”, o líder sertanejo admitiu que, apesar das divergências passadas, o respeito mútuo prevaleceu.

“Não adianta fingir que nos últimos anos a gente não estava junto. Divergimos, mas nos respeitamos”, afirmou Miguel, validando a estratégia de Raquel de “abrir o leque político” no momento que considerou adequado.

O recado a João Campos: “Sem muletas”

O ponto de maior tensão e repercussão do discurso foi a indireta claríssima ao prefeito do Recife, João Campos (PSB). Miguel buscou diferenciar o palanque de Raquel da dependência nacional que a oposição costuma exibir com a figura do Presidente Lula.

“Essa parceria (…) é a nova geração da política pernambucana se juntando para dizer que a gente não precisa de muleta nem ficar escorado em palanque nacional.”

Com Petrolina consolidada sob sua influência, Miguel pediu “licença” para entrar no território de Raquel: “Deixa eu conquistar o coração do Agreste ao lado de Raquel, deixa eu entrar em Caruaru”.

 

Do Júnior Campos

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