“O cenário mais confortável seria apoiar Breno, mas escolhi honrar minha palavra”, diz Márcio ao revelar vácuo de Márcia Conrado
Em coletiva concedida nesta manhã, o ex-secretário de Assistência Social de Serra Talhada, Márcio Oliveira, detalhou os bastidores de sua saída do governo municipal. Com um tom de serenidade, mas firmeza política, Márcio pontuou que sua decisão não foi baseada em conveniência pessoal, mas sim no cumprimento de um acordo pré-estabelecido entre a prefeita Márcia Conrado e o grupo liderado por Sebastião Oliveira.
A honra ao acordo
Márcio foi enfático ao dizer que, se pensasse apenas em seu futuro político para 2028, o caminho natural seria a adesão à candidatura de Breno Araújo. “Para mim, o cenário mais confortável seria ter aderido ao projeto de Breno. Eu estou na gestão há 10 anos, seria muito tranquilo permanecer”, afirmou. Entretanto, ele ressaltou que havia um compromisso anterior: “Havia um acordo… que da parte de Sebastião foi cumprido. A motivação [da minha saída] é única e exclusiva de cumprimento de acordo”.
Trabalho administrativo vs. política partidária
Rebatendo possíveis críticas sobre o timing de sua saída, questionada pelo o portal Júnior Campos, Márcio defendeu que manteve a gestão técnica da pasta da Assistência Social intocável até o último momento. Ele destacou entregas importantes e projetos que deixou encaminhados para a prefeita, como:
“Não deixei o trabalho da política pública ser prejudicado pela política partidária. Executamos cerca de 80% do plano de governo da secretaria em dois meses”, declarou.
Falta de diálogo com a prefeita
Um dos pontos de maior tensão na coletiva foi a revelação de que Márcio não não vinha tendo contato com a prefeita Márcia Conrado antes do anúncio oficial. Segundo o ex-secretário, a dificuldade aumentou após o lançamento a pré-candidatura de Breno. “…teve toda essa dificuldade de comunicação entre eu e ela… e no momento da exoneração eu fui simplesmente na secretaria de administração”, revelou.
Postura na oposição
Sobre como será sua relação com o governo a partir de agora, Márcio adotou uma postura de “independência propositiva”. Relembrou que, mesmo quando deixou de apoiar o ex-prefeito Luciano Duque no passado, nunca fez críticas pessoais à gestão. “Se tiver algo para o futuro que eu discorde ou concorde, vou me posicionar. Vou parabenizar ou dizer onde pode melhorar”, concluiu.
Do Júnior Campos
