Pacientes transplantados denunciam a falta de medicamento em farmácias do estado

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Pacientes que se submeteram a transplantes de rim na rede pública de saúde denunciam a falta de medicamento para o tratamento. Segundo eles, o remédio Ciclosporina, responsável por evitar que o corpo rejeite o novo órgão, está em falta há cerca de um mês, nas apresentações de 100g e 50g.

 

O medicamento precisa ser tomado diariamente pelo paciente, até que o médico suspenda. Caso contrário, pode comprometer o tratamento. Em algumas situações, ele deve ser tomado durante o resto da vida. Na tentativa de receber a medicação, pacientes formam filas em frente às farmácias públicas.

O professor Charles Albuquerque conseguiu pegar a medicação, esta semana, para tomar durante todo o mês. Para o mês de fevereiro, entretanto, não chegaram mais remédios.

“Consegui pegar em janeiro, porque o meu grupo é o primeiro que recebe o remédio, entre os dias 1º e 8, mas depois do dia 8 já não tinha mais. Este mês, eu vim na terça-feira, dia 2, e eles informaram que não tinha e estava sem previsão de chegar. Já liguei mais vezes e nada”, afirma.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), a licitação foi feita e a pasta aguarda a entrega dos medicamentos. Por meio de nota, o governo disse que a empresa fornecedora já teria sido notificada sobre o atraso.

A SES informou, ainda, que em 29 de dezembro chegou às farmácias a medicação de 50g. Entretanto, naquele dia, as farmácias não tiveram expediente. Os pacientes afirmam que até esta quinta-feira (4) ainda não conseguiram ter acesso aos medicamentos.

Asma

Medicamentos para asma também estão em falta nas farmácias do estdo. De acordo com pacientes, há sete meses as farmácias do estado não dispõem dos remédios Alênia e Aspirina.

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