PE atinge 18,8% de desemprego e registra segunda maior alta do país no terceiro trimestre, diz IBGE

 

 

No terceiro trimestre de 2020, a taxa de desocupação em Pernambuco atingiu 18,8% da população de 14 anos ou mais. Neste período, houve um aumento de 3,8%, em comparação ao trimestre anterior, quando ela foi de 15%. Entre dez unidades da Federação com maior aumento de desemprego, o estado ficou em segundo lugar no ranking nacional, ao lado do Amapá e atrás da Paraíba, com 4%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ainda de acordo com o IBGE, a taxa de aumento da desocupação do período é igual ao percentual registrado no 2º trimestre de 2017. Também figura como a mais alta da série histórica, iniciada há oito anos.

Com o resultado do terceiro trimestre na PNAD Contínua, Pernambuco saiu da 9ª para a 5º posição entre as unidades da Federação com o maior índice de desemprego do Brasil.

Assim, fica atrás da Bahia, Sergipe, Alagoas e Rio de Janeiro. O percentual também é superior à média nordestina, de 17,8%, e à média nacional, que chegou a 14,6%.

O levantamento do IBGE apontou que, no estado, 684 mil pessoas de 14 anos ou mais procuraram emprego, mas não conseguiram encontrar, entre julho, agosto e setembro.

Neste período, informou o IBGE, as medidas de distanciamento social no estado por causa da pandemia do novo coronavírus começaram a ser flexibilizadas.

No 2º trimestre de 2020, eram 533 mil pessoas na mesma situação. Isso significa uma variação de 28,3%, o equivalente a 151 mil postos de trabalho que deixaram de ser ocupados.

Para o instituto, o aumento na taxa de desocupação tem dois componentes que devem ser considerados. Um deles é o contingente da força de trabalho que estava ocupado no trimestre anterior e perdeu seu posto.

O outro é a parcela da população que já estava desocupada, mas não buscou ocupação por causa da pandemia. O instituto ressaltou que, a partir da retomada das atividades econômicas, esses trabalhadores se sentiram estimulados a buscar novas oportunidades no mercado.

Os números da PNAD em Pernambuco também mostram mais uma queda no nível da ocupação, indicador que mede o percentual da população ocupada em relação às pessoas em idade de trabalhar. O indicador chegou ao menor nível da série histórica, no 3º trimestre, com 37,8%. (G1)

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