Pernambuco confirma primeira morte por chikungunya em 2019

Fêmea do Aedes aegypti é responsável pela transmissão da febre amarela, dengue, chikungunya e zika vírus — Foto: Pixabay/Divulgação

 

 

Pernambuco teve a primeira morte por chikungunya confirmada em 2019. A vítima da doença foi um idoso de 83 anos, morador do bairro de Dois Unidos, na Zona Norte do Recife. Essa foi a segunda morte por arbovirose na capital e a quinta em todo o estado neste ano. Os outros quatro casos deram positivo para dengue.

Neste ano, foram registradas 100 mortes suspeitas de ter relação com arboviroses, contra 78 no mesmo período de 2018. Do total deste ano, 52 foram descartadas. As outras estão sob investigação.

O boletim da Secretaria de Saúde do estado aponta que foram registrados 63.551 casos suspeitos de dengue, zika e chikungunya, neste ano. No mesmo período de 2018, eram 24.294 casos, o que representa um aumento de 161,6% no número de notificações.

Até o dia 5 de outubro, foram 53.168 notificações para dengue, com 15.823 confirmações, e 7.042 casos suspeitos de chikungunya, com 563 exames positivos. Além disso, foram registrados 3.341 suspeitas de zika, com 98 confirmações.

Morte por chikungunya

O paciente vítima de chikungunya também tinha diabetes, segundo a Secretaria de Saúde do Recife. “Os idosos têm o sistema imunológico mais debilitado e mais facilidade de desidratação. A vulnerabilidade é maior às complicações da doença”, explica a gerente de vigilância epidemiológica do Recife, Natália Barros.

O óbito ocorreu em 16 de junho, mas o resultado dos exames laboratoriais foi emitido pela Sesau na terça (8). Esta é a segunda morte por arbovirose – doença causada pelo mosquito Aedes aegypti – confirmada no ano, somente na capital pernambucana.

A outra morte, de uma adolescente de 12 anos, moradora de Água Fria, na Zona Norte da cidade, ocorreu no dia 28 de abril, causada por dengue. Antes da confirmação, os dois casos de mortes por chikungunya e dengue no Recife integravam a lista de 19 notificações de óbitos causados por arboviroses na capital pernambucana.

Além das duas confirmações, houve dez casos descartados. Outros sete permanecem em investigação. No mesmo período de 2018, foram notificados e descartados seis casos.

“O nosso monitoramento é feito de forma semanal. O bairro de Dois Unidos [em que o idoso vítima de chikungunya vivia], o resultado mais recente apresentou um risco muito alto de arboviroses. Esses dados ajudam as equipes a entenderem em quais locais é preciso intensificar as visitas e as ações de vigilância”, explica Natália. (G1)

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