Sem convidados, casal realiza cerimônia de casamento em praia de PE e gasta cerca de R$ 500

Elisa e Giordano estão juntos há quase dois anos e realizaram um casamento sem convidados na praia — Foto: Djeison Zennon/Estúdio Casa Amarela/Divulgação

 

 

 

A gerente Elisa Bonafé, de 28 anos, e o funcionário de navio de cruzeiro Giordano Pereira, de 30, moram em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, e estavam com o casamento marcado para agosto deste ano. No entanto, uma grande proposta de trabalho para o noivo fez com o que o casal mudasse os planos, mas sem deixar o sonho da cerimônia de lado. Foi quando a noiva pesquisou alternativas e encontrou a melhor no chamado “elopement wedding”, que custou cerca de R$ 500.

O plano A do casal era ter um casamento convencional, como qualquer outro, com cerimônia, festa e vários convidados. A expectativa do casal era de gastar mais de R$ 30 mil. O único diferencial é que a celebração seria na praia. “Teria família, padrinhos, todo mundo. Só que em fevereiro, Giordano recebeu a proposta de ir para a Grécia, trabalhar em um navio e ficar por lá durante oito meses”, contou Elisa.

“Foi a proposta da vida, ele queria muito essa oportunidade. Depois, pensamos no casamento, que já estava marcado. Então, eu comecei a pesquisar sobre essa modalidade de casamento, o elopement wedding. Não tínhamos como trazer os amigos e a família a tempo. A maioria dos convidados mora fora, em São Paulo e Minas Gerais”, acrescentou a gerente.

O casal optou pelo “casamento a dois” e a celebração foi realizada em 24 de março deste ano na praia dos Carneiros, localizada em Tamandaré, no litoral sul do estado. Foram 30 dias para preparar tudo. O casamento no civil aconteceu dois dias antes. “Falamos com o fotógrafo para mudar a data [de agosto para março] e ele topou. O fotógrafo foi a única coisa que a gente tinha contratado, até então”, disse Elisa.

Cerimônia no estilo 'elopement wedding' foi realizada na praia dos Carneiros, em Tamandaré — Foto: Djeison Zennon/Estúdio Casa Amarela/Divulgação

 

A decoração necessária para a cerimônia e a roupa dos noivos foram compradas na Feira de Caruaru. “Foi tudo bem básico. Não chegamos nem a gastar R$ 500. O mais caro foi os fotógrafos, mas valeu super a pena”, enfatizou a noiva.

Enaile Vasconcelos, amiga da noiva, foi a celebrante da cerimônia — Foto: Djeison Zennon/Estúdio Casa Amarela/Divulgação

 

“Nós praticamente fizemos tudo. Só contratamos o fotógrafo porque, para mim, se for para ter um investimento no casamento, que seja no fotógrafo, já que as fotos vão ficar para sempre para lembrarmos do dia, do momento. Foi um investimento necessário e que valeu a pena”, pontuou Giordano.

A celebrante da cerimônia foi a assistente administrativo Enaile Vasconcelos, de 32 anos, que é amiga de Elisa há sete anos. Enaile também foi madrinha do casamento no civil. “Eu assisti alguns vídeos na internet e fiz pesquisas para poder fazer a celebração. Eu fiz uma coisa bem simples e falei muito sobre os dois e sobre o que eu estava sentindo. Comecei falando sobre Deus. Foi muito incrível”, destacou.

“Queria que tivesse muito amor e a bênção de Deus. Eu senti Deus em tudo, até no vento, era como se eu me sentisse abraçada”, Elisa Bonafé.

Para o noivo, apesar da falta dos familiares na cerimônia, “o importante em um casamento é celebrar a união”. Já Elisa recomenda o “elopement wedding” para qualquer noiva: “Às vezes vale mais a pena do que um grande casamento. Eu chorei do início ao fim. A gente viveu realmente toda aquela emoção daquele momento mágico”.

Surpresa na cerimônia

Elisa descobriu que estava grávida no dia 20 de março, dois dias antes do casamento no civil e quatro antes da cerimônia na praia. “Quando a gente conversava, ele sempre dizia para eu fazer uma coisa bem linda quando descobrisse que estava grávida, para que fosse filmado e ele ficasse revendo sempre que quisesse. Foi quando pensei em revelar no casamento”.

Só a amiga e celebrante, Enaile, sabia da gravidez. Ela ajudou Elisa com todos os preparativos para a surpresa. “Durante a celebração ela disse que tinha um presente para mim. E eu respondi que não sabia que era para levar presente. Foi quando ela pegou a caixa, eu abri e tinha um balão com a frase ‘Parabéns, papai’. Eu fiquei pensando na nossa cachorra, que ela teria um filhote. Depois que eu vi o body do bebê foi que eu me dei conta de que eu vou ser pai. Foi uma emoção muito forte”, contou Giordano.

“O meu maior sonho sempre foi ser pai. Eu fiquei triste por um lado, porque eu queria falar com a barriga, beijar a barriga dela, acompanhar a gestação, levar no médico. Mas o que me consola é que vou chegar a tempo do nascimento”, Giordano Pereira.

Como os noivos se conheceram

Elisa e Giordano se conheceram há dois anos pelo Tinder. Ela é de São Paulo, mas mora em Caruaru há oito anos, enquanto ele é natural da Capital do Agreste, mas morou por 16 anos em Minas Gerais.

A gerente estava se organizando para voltar para São Paulo quando, no meio da mudança, encontrou um celular antigo que tinha o Tinder instalado. “Foi quando eu vi a foto dele com a frase “procuro uma mãe para o meu cachorro”. Ele me ganhou com aquela frase. Eu amo animais! Quando deu match, eu respondi que estava procurando um pai para a minha cachorra”, falou Elisa.

O casal trocou os números e começou a namorar meses depois. Eles chegaram a terminar o relacionamento por quatro meses, mas voltaram e ele a pediu em casamento. “A gente estava na praia e eu pensei em pedir ela em casamento quando fizéssemos um ano de namoro. Infelizmente, não foi do jeito que eu queria. Eu comprei as alianças e não consegui me conter. Já fui me ajoelhando e fazendo o pedido”, relembrou Giordano. (G1)

 

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