Título da Chapecoense deixa Náutico fora da Copa do Brasil depois de 16 anos

Os jogadores do Náutico já estavam nos vestiários depois do empate diante do CSA pela última rodada da Série B de 2020. Mas, distante dali, na Arena Condá, em Chapecó, ainda havia jogo. Eram 51 minutos do 2º tempo quando Anselmo Ramon cobrou um pênalti com uma cavadinha para fazer o terceiro gol da Chapecoense sobre o Confiança. Gol que invertia as duas primeiras posições do campeonato e dava ao clube catarinense o inédito título da segunda divisão. Mas as consequências não terminavam ali. Em efeito dominó, aquele gol no último instante, significou também o fim das chances do Náutico disputar a Copa do Brasil em 2021.

Será a primeira vez desde 2004 que o alvirrubro fica fora da segunda maior competição nacional. Um vazio depois de 16 anos de regularidade – justamente em uma temporada onde o clube também não disputará a Copa do Nordeste. Prejuízo considerável nas receitas. Assim, em 2021, o Náutico estará presente apenas no Campeonato Pernambucano e na Série B.

A relação direta entre o título da Chapecoense e a oficialização da não classificação do Náutico na Copa do Brasil está no fato de, agora, o América/MG – vice-campeão da Série B – ficar com uma das vagas de Minas Gerais, empurrando o Cruzeiro para o grupo dos 10 times que se classificam pelo ranking da CBF. Por isso, o título do América/MG na Série B era um dos pontos fundamentais da complexa combinação de resultados em diversas competições – incluindo séries A e B, Copa Verde e Campeonato Goiano – que poderiam colocar o Timbu no grupo dos classificados via ranking.

Neste momento, já existem dez clubes acima do Náutico no ranking da CBF que não podem se classificar de outra forma e, assim, precisarão das vagas via ranking para disputar a competição: Cruzeiro, Sport, Vitória, Avaí, Paraná, Figueirense, Juventude, Londrina, Oeste e Brasil/RS.

 

ne45.com.br

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